MATO GROSSO
Polícia Civil prende mulher investigada por integrar facção criminosa em Cuiabá
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A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Bodas de Prata, voltada ao enfrentamento ao tráfico de drogas em larga escala, associação para o tráfico e organização criminosa com atuação interestadual.
A ação foi desencadeada, nesta quinta-feira (15.1), pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc) e culminou na prisão de uma mulher, de 39 anos, no bairro Jardim Eldorado, em Cuiabá.
Além da prisão, a equipe policial procedeu ao cumprimento do mandado de busca e apreensão, no bairro Dr. Fábio, também na Capital.
Investigação
As investigações tiveram início em outubro de 2021, após a apreensão de 22 tabletes de pasta base de cocaína e dois tabletes de cloridrato de cocaína, totalizando aproximadamente 24 kg de entorpecentes, durante abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Na ocasião, a droga estava oculta na porta de um veículo, e a condutora foi presa em flagrante. A partir desse evento, a Polícia Civil passou a investigar a origem, logística, financiadores e destinatários da droga, identificando um grupo criminoso estruturado, com atuação reiterada no transporte de entorpecentes provenientes da região de fronteira para a capital mato-grossense, com posterior distribuição para outros estados brasileiros.
Primeira Fase da Operação
Com o avanço das investigações, foram identificados sete suspeitos, entre eles o líder da organização criminosa, responsável pela coordenação das atividades ilícitas.
De acordo com o trabalho investigativo, o grupo utilizava uma chácara, localizada na região metropolitana, como ponto de armazenamento e preparação da droga, antes de sua redistribuição.
Em razão dos elementos probatórios reunidos, foi deflagrada, em 9 de agosto de 2024, a primeira fase da Operação Bodas de Prata, ocasião em que foram cumpridas 21 ordens judiciais.
Nome Operação
O nome da operação faz referência ao principal investigado, que afirmava atuar há mais de 25 anos na Bolívia, indicando sua longevidade no transporte internacional de drogas.
O suspeito já havia sido preso em outras oportunidades por crimes relacionados ao tráfico de drogas, corrupção ativa e evasão de divisas.
Desdobramentos Investigativos
Após a deflagração da primeira fase, as investigações prosseguiram com a análise aprofundada do material apreendido, cujo conteúdo revelou novas associações criminosas, reiteração delitiva e continuidade das atividades ilícitas, mesmo após as prisões realizadas.
A partir de novos elementos de informação, foram identificados outros vínculos com integrantes de organização criminosa, além de registros de movimentações financeiras e novas tratativas relacionadas ao tráfico de drogas, o que culminou na representação por novas medidas cautelares.
Diante desse cenário, foi deflagrada a segunda fase da Operação Bodas de Prata, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão domiciliar e mandado de prisão preventiva.
“A Operação Bodas de Prata segunda fase está inserida dentro da Operação Inter Partes, que integra o planejamento da Policia Civil de Mato Grosso para o enfrentamento ao crime organizado, dentro do Programa Tolerância Zero do Governo para combate à atuação de facções criminosas no Estado, reforçando a confiança da população em continuar denunciando e no combate ao crime organizado e ao combate ao tráfico de drogas. Além disso, denúncias que podem ser realizadas via Disque 181”, explicou o delegado André Rigonato.
As investigações permanecem em andamento.
Fonte: Governo MT – MT
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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



