MATO GROSSO
Polícia Civil prende padrasto por maus-tratos a criança de 4 anos em Chapada dos Guimarães
MATO GROSSO
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Chapada dos Guimarães, prendeu, na manhã de segunda-feira (14.10), um homem suspeito de maus-tratos praticados contra o seu enteado de apenas quatro anos de idade.
A prisão do suspeito ocorreu após a equipe de policiais da Delegacia de Chapada dos Guimarães receber denúncias de que a criança vinha sofrendo maus-tratos e estava com inchaço no braço, sendo relatado pela vítima que havia sido agredida pelo seu tio (padrasto).
Diante das informações, imediatamente a equipe de investigadores foi até o local, confirmando a veracidade da denúncia e realizando a prisão em flagrante do suspeito.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico na UPA e exames de corpo de delito, que confirmaram a gravidade da lesão. A criança foi acolhida pela equipe psicossocial da delegacia e após escuta especial, confirmou as agressões sofridas.
Após ser interrogado, o suspeito foi autuado em flagrante e posteriormente colocado à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para apurar outras possíveis condutas praticadas pelo investigado.
O delegado titular de Chapada dos Guimarães, Eugênio Rudy Júnior, reforçou que a Polícia Civil está empenhada em combater crimes contra crianças e adolescentes e garantir que situações de violência sejam investigadas com rigor.
“Este é mais um exemplo da atuação eficiente da Polícia Civil na proteção dos direitos das crianças, garantindo a segurança e o bem-estar dos menores na comunidade”, destacou o delegado.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



