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Polícia Militar fecha festa promovida por integrantes de facção criminosa em Vila Rica

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Policiais militares da Força Tática do 10º Comando Regional suspenderam, na noite desta quinta-feira (23.10), um evento social, supostamente promovido por integrantes de uma facção criminosa, no bairro Vila Nova, no município de Vila Rica (1.162 km de Cuiabá). No local, as equipes identificaram quatro homens e três mulheres, todos ligados à organização da festividade.

Conforme o boletim de ocorrência, em ação conjunta com as equipes de serviço diário e da Polícia Judiciária Civil, os policiais militares receberam informações de que estaria ocorrendo um evento promovendo assistencialismo na comunidade. Diversas famílias, crianças e moradores da região participavam das atividades.

Diante da denúncia, os militares se deslocaram até o local e se depararam com uma das ruas com o acesso bloqueado. Além disso, havia instalação de brinquedos infláveis para crianças, a comercialização de comidas e bebidas, supostamente custeados com recursos de origem ilícita.

No local, os militares foram recebidos por uma mulher, de 59 anos, a qual se apresentou como responsável momentaneamente, pelo evento. Ela relatou que o verdadeiro organizador seria um homem, de 35 anos, já conhecido na região por integrar uma facção criminosa.

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Aos policiais militares ela relatou que recebeu, via WhatsApp, a foto de um ofício supostamente emitido pela Prefeitura Municipal, para ser apresentado em caso de fiscalização.

Ao analisar o documento digital, verificou-se que o horário autorizado para o evento era até as 18h, estando, portanto, excedido no momento da fiscalização. O documento físico original não se encontrava no local, em desacordo com o que prevê o Código Tributário Municipal.

Em seguida, os militares identificaram uma segunda mulher, de 22 anos, também reconhecida pelo militares por integrar uma facção criminosa. Diante dos fatos e irregularidades constatadas, foi determinada a imediata desobstrução da via pública e o encerramento das atividades. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.


Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Polícia Civil cumpre mandados contra faccionados envolvidos em homicídio e ocultação de cadáver em Araputanga

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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29.4), a Operação Sem Rastros, para cumprimento de ordens judiciais dentro de investigação sobre a atuação de membros de uma facção criminosa envolvidos em crime de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, ocorrido em fevereiro de 2026, no município de Araputanga.

Na operação, são cumpridas 12 ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva, um mandado de internação provisória, quatro mandados de busca e apreensão e quatro quebras de sigilo telefônico, expedidos pela Vara Única de Araputanga.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Araputanga, Indiavaí, Cáceres e Figueirópolis D’Oeste. Além das medidas executadas na operação, no curso das investigações foram concedidas outras ordens judiciais que contribuíram para o avanço das apurações.

Desaparecimento

As investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Araputanga iniciaram com o registro de boletim de ocorrência noticiando o desaparecimento da vítima, vista pela última vez em 20 de fevereiro de 2026. Ao longo de aproximadamente dois meses de investigação, foi possível identificar cinco autores com participação direta na execução da vítima.

Durante o trabalho investigativo, foram reunidos diversos elementos probatórios que subsidiaram a operação, entre os quais relatórios de investigação, termos de interrogatório, representações, além de registros de áudio e vídeo que confirmaram a participação do grupo criminoso no crime.

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Os trabalhos também contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros de Pontes e Lacerda e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que atuaram nas buscas pelo corpo da vítima e na realização de perícias técnicas, contribuindo de forma relevante para o esclarecimento dos fatos.

Dinâmica do crime

Segundo as investigações, a vítima vinha sofrendo ameaças de integrantes da facção criminosa, em razão de rumores de que teria praticado crime de natureza sexual contra uma mulher.

No dia dos fatos, a vítima teria sofrido uma emboscada arquitetada pelos autores na residência de um dos envolvidos.

Com planejamento prévio, os criminosos agiram de forma coordenada para suprimir a capacidade de defesa da vítima, que, em seguida, foi conduzida às margens do Rio Jauru, onde foi assassinada com golpe de faca na região do pescoço, sendo degolada pelos executores.

Após a execução, os autores ainda tentaram apagar os rastros incendiando o corpo da vítima e lançando-o nas águas do Rio Jauru, em evidente tentativa de dificultar o trabalho investigativo da polícia.

Cabe destacar que um dos autores, indivíduo já conhecido no meio policial pela prática reiterada de crimes graves e que se encontrava monitorado por tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo logo após a execução do delito e empreendeu fuga em direção ao município de Cáceres.

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Nome da operação

O nome da operação faz referência à forma de atuação dos integrantes do grupo criminoso, que agiram na execução e ocultação do corpo da vítima tentando apagar todos os vestígios, para que o corpo não fosse localizado, na tentativa de não deixar rastros para o esclarecimento do crime.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

As atividades em curso estão inseridas no cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas).

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e sua Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A rede articula as unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta unificada e de alta precisão contra as estruturas do crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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