MATO GROSSO
Polícia Militar recupera carro roubado e prende dois homens em flagrante em Cuiabá
MATO GROSSO
Policiais militares do 3º Batalhão recuperaram, neste domingo (24.5), um carro modelo VW Polo, com registro de roubo, em Cuiabá. As equipes prenderam dois homens em flagrante e apreenderam 38 porções de entorpecentes, entre maconha e cocaína.
As equipes realizavam o patrulhamento tático e ostensivo quando receberam informações de que o veículo circulava pela região do bairro Três Barras com placas adulteradas. Durante rondas pelo bairro Alto da Glória, os policiais localizaram o automóvel e abordaram dois suspeitos, de frente a uma residência.
Um dos homens tentou fugir para dentro da casa, mas foi alcançado e detido. O homem resistiu à prisão e precisou ser contido. O segundo suspeito permaneceu no local e também foi preso.
Durante buscas na residência, os policiais encontraram diversas porções de substâncias análogas à maconha e cocaína, além de dinheiro em espécie e documentos pessoais. Um dos suspeitos assumiu ser o proprietário dos entorpecentes.
A vítima do roubo compareceu ao local com a chave reserva do veículo e reconheceu um dos suspeitos como autor do crime. Dentro do automóvel, os militares localizaram uma faca identificada pela vítima como a mesma utilizada durante a ação criminosa.
Conforme a PM, os suspeitos também haviam retirado os adesivos de táxi, além do rádio e do taxímetro do carro, na tentativa de dificultar a identificação do automóvel. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



