MATO GROSSO
Policiais civis de Mato Grosso e Roraima participam de Capacitação sobre Investigação Financeira de Crimes Ambientais
MATO GROSSO
Trinta policiais civis de Mato Grosso e do estado de Roraima participam, nesta semana, do Estudo de Descapitalização e Investigação Financeira de Crimes Ambientais (Edifica), promovido pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) no Brasil e a Polícia Federal (PF), em Cuiabá.
A capacitação aos policiais, entre os dias 1ª a 5 de dezembro, ocorre após tratativas realizadas pelo Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, da Diretoria de Inteligência, da Polícia Civil de Mato Grosso. O evento acontece no Hotel Deville em Cuiabá para 16 policiais de Mato Grosso e 14 de Roraima.
O curso promove a cooperação internacional e fornece assistência técnica aos Estados membros para prevenir e combater os crimes na área de drogas, corrupção, tráfico de ilícitos, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e a criminalidade organizada transnacional, bem como sua convergência com os crimes ambientais.
Além disso, a Visão estratégica do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) para a América Latina e Caribe (2022-2025) estabelece como área de investimento prioritário combate ao crime organizado transnacional e o combate à corrupção e aos crimes econômico-financeiros.
O treinamento é estruturado com base no Curso Internacional de Investigação e Análise Financeira (Ciaf) e no Curso de Inteligência e Recuperação de Ativos (Cira), desenvolvidos pela Divisão de Repressão aos Crimes Financeiros e pela Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro, unidades da Polícia Federal do Brasil, sob a supervisão da Coordenação Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (CGRC).
Desde 2017, esses cursos têm disseminado técnicas e metodologias indispensáveis para análises financeiras, fiscais e patrimoniais focadas no enfrentamento aos grupos criminosos. As disciplinas oferecidas nesses cursos contemplam tanto fundamentos teóricos quanto, sobretudo, práticas investigativas com o uso de ferramentas tecnológicas comerciais ou desenvolvidas pela própria Polícia Federal.
Para o coordenador da Unidade de Prevenção aos Crimes que Afetam o Meio Ambiente do UNODC Brasil, Alexander Walsh, capacitar policiais para a análise financeira e patrimonial no combate aos crimes ambientais é essencial para a eficácia das investigações. “Organizações criminosas têm ampliado suas operações para além do tráfico de drogas e corrupção, explorando atividades ilícitas como a cadeia clandestina do ouro e o extrativismo vegetal ilegal, o que reforça a importância da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (UNTOC) como marco normativo para fortalecer a cooperação entre instituições.” destacou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios
O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.
Fonte: Ministério Público MT – MT



