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Procurador-geral de Contas apresenta relatório de atuação durante sessão plenária desta terça-feira (25)

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O Procurador-geral de Contas Alisson Carvalho de Alencar apresentou, na manhã desta terça-feira (25), o relatório do último bimestre de atuação do Ministério Público de Contas durante sessão plenária do TCE-MT. O relatório apresentado tem o objetivo de ampliar o foco na produtividade, celeridade e eficiência ao serviço público de controle externo. 

De acordo com o Procurador-geral de Contas, os números nos primeiros meses do ano foram surpreendentes, totalizando mais de 3.500 manifestações técnico-jurídicas. “Apresento a todos que nos acompanham e à sociedade em geral o relatório do último bimestre de atuação do Ministério Público de Contas. Diversos pareceres foram emitidos, representações de natureza interna foram propostas, recursos, todos no sentido de buscar aprimorar as decisões deste tribunal e a atuação do controle externo em Mato Grosso. Entrego em mãos ao nosso presidente José Carlos Novelli. ” disse Alisson Alencar.

Ainda durante a sessão plenária, o Procurador-geral antecipou que o mesmo relatório será entregue em plenário a cada bimestre, relatando todas as atividades realizadas dentro daquele período. O relatório apresenta o quantitativo de pareceres em sede de aposentadoria, consultas, contas de governo, contas de gestão, representações de natureza interna e externa, tomada de contas, auditorias, além de despachos, diligências e pedido de informações.

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O Presidente do TCE-MT Jose Carlos Novelli parabenizou a iniciativa do Procurador-geral de Contas e ressaltou o excelente trabalho realizado.  “Parabenizo pelo relatório bimestral. Isso dá a certeza e demonstra o trabalho efetivo que o MP de Contas realiza nesta casa”, disse.

Além do detalhamento em números de todos os produtos do MPC-MT em gráficos,  o relatório também apresenta fotos da participação do MP de Contas em sessões plenárias, assim como, o registro de diversos trabalhos realizados. Podemos destacar, por exemplo, a determinação homologada pelo TCE para que o Governo do Estado repasse, imediatamente, R$ 67, 8 milhões ao Fundo Único Municipal de Saúde de Cuiabá. O montante corresponde a débitos da Prefeitura de Cuiabá referentes aos repasses de janeiro a março, somados ao valor do mês de abril. Esta determinação foi fruto de representação de natureza interna (RNI) proposta pelo Ministério Público de Contas.

O próximo relatório referente às atividades de abril e maio, será entregue na primeira quinzena de junho.

Fonte: Imprensa MPC
@mpcmatogrosso

Fonte: TCE MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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