MATO GROSSO
Programa de robótica da Seduc chega às escolas do campo
MATO GROSSO
Foram contempladas com o programa implementado pela Seduc as escolas estaduais Jaraguá, localizada na Agrovila Central, em Água Boa; Terra Nova, na Décima Agrovila, em Terra Nova do Norte; João de Campos Widal, em Mirassol D´Oeste, e Antônio Alves Dias, em Confresa.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressaltou que, de 2022 a 2023, o investimento foi de R$ 60 milhões e que os recursos para ampliação do programa neste ano estão assegurados. Ele destacou que nas quatro unidades serão 782 estudantes que passarão a contar com a ferramenta pedagógica.
“Estamos impactando a vida dos estudantes com o uso da tecnologia em sala de aula como ferramenta que potencializa o aprendizado. Além da robótica, temos as plataformas digitais, conectividade nas escolas, Smart TV em sala de aula, cultura Makerspace, entre outros recursos”, disse o secretário.
Ele reforçou que as aulas de robótica nas escolas da rede são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulam o pensamento computacional e aprimoram habilidades e competências importantes para desenvolvimento humano e tecnológico. Um dos principais diferenciais utilizados nas aulas de robótica é a Cultura Maker.
“Os estudantes constroem robôs a partir de kits e dividem diferentes funções para realizar tarefas práticas, favorecendo o pensamento computacional e inúmeras habilidades organizacionais, socioemocionais, cognitivas, comportamentais e de comunicação, enriquecendo o processo de aprendizagem”, disse.
Como parte do plano de desenvolvimento, os educadores envolvidos participam de uma ampla certificação que os prepara para a vivência das aulas de robóticas. O projeto também conta com orientadores educacionais, especialistas em robótica, que acompanham os professores ao longo do ano letivo.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT



