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Programa Vigia Mais MT entrega 210 câmeras para municípios e instituições não governamentais

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A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) entregou 210 câmeras de videomonitoramento do Programa Vigia Mais MT, entre os dias 9 e 12 deste mês, para as prefeituras de Colniza, Cláudia e Nossa Senhora do Livramento e três entidades não governamentais, para aumentar a segurança nos municípios. 

Foram destinadas 115 câmeras para seguiram Colniza; 35 para Cláudia e 16 para Nossa Senhora do Livramento. As outras 44 foram entregues à empresa Amaggi e ao Condomínio Cecília Meirelles, ambos em Cuiabá.

São três tipos de câmeras: speed domes, fixas e OCR. As câmeras OCR possuem capacidade de ler placas de veículos e analisar caracteres, proporcionando uma ferramenta robusta para monitoramento e análise de dados. Essa tecnologia representa um grande avanço na infraestrutura de segurança dos municípios beneficiados.

As câmeras vão acompanhadas de suporte para armazenar imagens e energia elétrica(switch, nobreak e armários)como forma de evitar a interrupção do monitoramento.    

O prefeito de Colniza, Miltinho de Souza Amorim, recebeu os equipamentos das mãos do secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel Héverton Mourett. “Mato Grosso saiu na frente investindo em tecnologia para ajudar no trabalho dos policiais e, claro, levar mais segurança à população”, destacou o prefeito. 

O coronel Héverton Mourett, por sua vez, agradeceu ao gestor de Colniza por confiar no Governo do Estado aderindo ao programa Vigia Mais. “A tecnologia chega para ampliar a capacidade das instituições em atender a comunidade. Continuamente trabalhamos para tornar a segurança pública mais eficientes, desta vez, estamos empregando a tecnologia”, observou.

Com Nossa Senhora do Livramento, a parceria foi firmada por meio do Sindicato dos Produtores Rurais. Os equipamentos, de acordo com o presidente do Sindicato, Benedito Almeida, serão instalados na cidade e em vias da área rural.

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Almeida disse que o sindicato está se organizando para aumentar o videomonitoramento na região. “Pretendemos ampliar a área monitorada levando câmeras à região do Pantanal que ficou fora dessa primeira etapa”, explicou ele. “Sabemos que o Vigia Mais agiliza as ações policiais, além de dar transparência e aumenta a eficiência no serviço público”, avaliou.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou que, mesmo com o programa em fase de implantação, é evidente a contribuição do videomonitoramento na redução dos índices criminais e produção de provas que auxiliam nas investigações.

A Sesp está aprimorando as ferramentas do Sistema de Registro de Ocorrências Policiais (SROP) para criar um campo no BO (Boletim de Ocorrência) digital que permita, por exemplo, que o policial registre a contribuição do monitoramento do Vigia nas ações policiais, como prisões, identificação de suspeitos, apreensões, recuperação de patrimônio, entre outras situações. Assim, a Sesp poderá, em breve, mensurar estatisticamente a importância do videomonitoramento nas ações das forças policiais. 

“A modernização das forças policiais é fundamental. Já asseguramos ao trabalho dos policiais o que há de mais moderno em armamentos, veículos e equipamentos para a polícia científicos, por exemplo. Agora estamos fazendo uma muralha digital no Estado com o que há de mais avançado em câmeras”, completou o secretário.
 

Programa Vigia Mais MT

Com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo do Estado está equipando os 142 municípios com o que há de mais moderno em videomonitoramento. São 15 mil câmeras, das quais 8.500 já foram entregues aos municípios seguindo critérios como população, área territorial e localização geográfica do ponto de vista das estratégias da segurança pública.

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Pela Lei 11.766/2022, que criou o programa, além de órgãos dos poderes públicos federal, estadual e municipal, a adesão pode ser feita com entes privados, ou seja, empresas, associações, entre outros. A exigência é a mesma apresentada aos órgãos públicos, ou seja, que as câmeras sejam instaladas para monitorar ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos de interesse da segurança coletiva.

Parceria

Por meio do Programa Vigia Mais, a Sesp faz a cessão, sem custo, de câmeras de três modelos, fixas, speed domes e OCRs. Os equipamentos têm garantia de três anos. 

À prefeitura ou empresa parceira cabe os custos com a instalação, internet e manutenção. A Sesp ainda dá suporte de orientação técnica para instalação, o que inclui atendimento sobre tipos de postes a serem usados para fixar as câmeras, pontos de energia, entre outros. 

O prazo para instalação e operacionalização das câmeras é de 160 dias, a contar da data de retirada dos equipamentos.

A partir da integração com a Segurança Pública, as imagens captadas são compartilhadas, em tempo real, nas telas do Ciosp e em celulares funcionais. Nos telefones, têm acesso à plataforma os policiais e as pessoas autorizadas pelas prefeituras e outras entidades parceiras.

Fonte: Governo MT – MT

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Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

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A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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