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Projeto Casa Aberta da Academia Mato-grossense de Letras terá 6ª edição nesta quinta-feira (14)

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A 6ª edição do projeto Casa Aberta da Academia Mato-grossense de Letras (AML) será realizada nesta quinta-feira, 14 de agosto, a partir das 18h, na Casa Barão, em Cuiabá. O evento é realizado com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e tem como tema “Dá gosto o que leio”.

A programação inclui a Sopa de Letrinhas, um espaço para o livre exercício da escrita, além do Papo Acadêmico, que terá a presença do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), Allan Kardec, do maestro Luis Fabricio Cirillo de Carvalho e do escritor Valerio de Oliveira Mazzuoli, ambos integrantes da AML.

A Casa Aberta ainda contará com o Circuito da Palavra, uma ação dedicada ao incentivo à leitura, o Slam da Academia e outras atrações.

O evento é gratuito.

Sobre os escritores do Papo Acadêmico:

Allan Kardec Pinto Acosta Benitez ingressou na AML em 2023. É formado em Educação Física, com mestrado e doutorado em Estudos de Cultura Contemporânea. Já foi vereador, deputado estadual e atualmente é secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. É pesquisador e acumula experiência nas áreas de Educação, Sociologia, Antropologia, Políticas Públicas, Cultura, Esporte e Lazer. Entre suas obras publicadas estão Futebol de Várzea como Mediador Cultural na Comunidade São Gonçalo Beira Rio, publicado pela Editora UFMT, e O Futebol de Mato Grosso – História, Legado e Projeções, lançado pela Editora Entrelinhas.

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Luis Fabricio Cirillo de Carvalho é escritor, doutorando em Política Social, bacharel em Regência e mestre em Música. Em sua trajetória, destacam-se as participações como maestro, titular e convidado, de orquestras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Sesi. Publicou o livro Outros Ensaios: reflexões sobre Arte e Sociedade e participou de diversas obras coletivas. Ingressou na AML em 2024.

Valerio de Oliveira Mazzuoli ocupa uma cadeira na Academia Mato-grossense de Letras desde 2018. Possui ampla formação acadêmica na área do Direito, com atuações em níveis regional, nacional e internacional. Entre suas obras publicadas, estão mais de duas dezenas de livros jurídicos e mais de uma centena de artigos estampados em periódicos nacionais e estrangeiros. Fora do universo jurídico, tem se dedicado às artes e, especialmente, à música de Frédéric Chopin, com participação ativa em várias atividades culturais no Brasil e no exterior.

Fonte: Governo MT – MT

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Olhar atento pode evitar tragédias, destaca procuradora

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A importância de ampliar o olhar dos profissionais da segurança pública para identificar situações de risco e prevenir casos de violência contra mulheres e meninas foi o foco do primeiro eixo temático do Dia C de Capacitação – Atendimento, Proteção e Perspectiva de Gênero na Segurança Pública, realizado nesta quarta-feira (2), pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A palestra foi ministrada pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, que abordou o tema “Perspectiva de gênero na atuação dos profissionais de segurança pública” para cerca de 140 participantes das forças de segurança e instituições que integram a rede de proteção.Ao iniciar a exposição, a procuradora utilizou uma experiência pessoal para explicar como a perspectiva de gênero pode contribuir para uma análise mais ampla das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais da área.“A perspectiva de gênero funciona, de certo modo, como esse recurso de ampliação da percepção. Ela não modifica os fatos. Não cria crimes onde eles não existem. Não substitui a lei, a técnica, a prova ou a experiência profissional. Ela nos ajuda a perceber dimensões da realidade que podem permanecer inaudíveis aos nossos ouvidos ou invisíveis ao nosso olhar”, afirmou.Durante a palestra, a procuradora de Justiça destacou que muitos sinais relacionados à violência contra a mulher podem passar despercebidos quando não são observados sob uma perspectiva adequada.“Na atuação profissional, alguns sinais podem estar diante de nós e, ainda assim, não serem imediatamente percebidos: o controle, o isolamento, a dependência econômica, o medo, a desigualdade de poder, a escalada da violência e o risco de morte”, alertou.Segundo a procuradora, o objetivo da capacitação não é desconsiderar a experiência dos profissionais, mas oferecer ferramentas que contribuam para uma atuação mais qualificada.“A proposta desta capacitação não é desqualificar a experiência de ninguém. É acrescentar um instrumento à nossa atuação. Porque, quando ampliamos nossa capacidade de perceber, qualificamos nossa intervenção, avaliamos melhor o risco, protegemos com mais eficiência e tomamos decisões mais adequadas”, ressaltou.Ao longo da apresentação, foram abordados aspectos relacionados aos estereótipos de gênero, aos ciclos da violência doméstica e à necessidade de uma atuação institucional integrada para garantir proteção efetiva às vítimas.No encerramento da palestra, a procuradora de Justiça fez uma reflexão sobre a responsabilidade dos agentes públicos diante do avanço da violência contra a mulher e conclamou os participantes a transformarem conhecimento em atitude.“Tenho medo da violência que se repete, da violência que se agrava e, principalmente, da violência que começa a ser tratada como algo normal. E, diante desse medo, faço a mim mesma duas perguntas: o que eu posso fazer? O que eu tenho a ver com isso? A resposta que encontrei é clara: eu tenho tudo a ver com isso”, afirmou.Dia C de Capacitação – o primeiro eixo do Dia C integra a programação nacional da capacitação, que busca fortalecer a atuação dos profissionais da segurança pública e da rede de proteção no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com foco na prevenção do feminicídio e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.Promovido nacionalmente pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com o Ministério das Mulheres, o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Copevid), o Dia C foi concebido como o marco inicial de um programa permanente de formação voltado ao fortalecimento da atuação integrada entre o Ministério Público e os órgãos de segurança pública. Em Mato Grosso, o evento é realizado pelo MPMT, por meio do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Gênero Feminino, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso. O evento reúne aproximadamente 140 profissionais de diferentes órgãos e instituições, entre eles representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marinha do Brasil, Guarda Municipal e integrantes do sistema de justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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