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Projeto Coisa de Preta seleciona mulheres negras moradoras de Cuiabá para ensaios fotográficos

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A 2ª edição do projeto Coisa de Preta está com as inscrições abertas para selecionar 20 mulheres autodeclaradas pretas, negras ou pardas, com mais de 18 anos e moradoras de Cuiabá, com trajetória afetiva na cidade, para realização de ensaios fotográficos individuais que integrarão, posteriormente, uma exposição coletiva aberta ao público. O intuito é colaborar para a construção da memória social da cidade a partir de olhares femininos e negros.

Viabilizado pelo edital Viver Cultura – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto percorre territórios distintos de Cuiabá, documentando histórias de vida, itinerâncias, biografias e manifestações protagonizadas por mulheres que constroem, todos os dias, a memória viva da capital. As inscrições ficam abertas até esta sexta (20.2). A divulgação do resultado está marcada para 2 de março deste ano. O projeto promove a exposição Julho das Pretas, na Casa das Pretas, com lançamento em 25 de julho.


Nascido de estudos da fotógrafa Míria Ramos, proponente do projeto, a iniciativa surgiu a partir do contexto de uma mulher preta, lésbica, cuiabana e periférica. “Numa transição de carreira, resolvi usar o que estou fazendo, embora incipiente, a arte de fotografar, para me conectar com outras mulheres negras cuiabanas”, explica.

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O projeto permitiu que ela reconhecesse um espaço poético de identificação e celebração das narrativas das mulheres pretas, os chamados pontos de resistência, como o São Gonçalo Beira Rio, a Orla do Porto, o Parque Mãe Bonifácia, a igreja São Benedito, e a praça Maria Taquara. “Acrescentamos esse ano a Praça da Mandioca, que é um ponto de muita luta e de registro fotográfico. Olhar para o projeto Coisa de Preta é olhar para o passado e ver que outras mulheres negras resistiram. A história não fica só na Maria Taquara, tem outras. Cuiabá é marcada pela força da ancestralidade”, ressalta.

O projeto da fotógrafa vai retratar mulheres de faixa etária distintas. “Nossa narrativa não fica só na beleza, temos nossas histórias e a mulher negra cuiabana quer contar sua história! A beleza também está em todas as idades”, avalia.

Míria Ramos destaca que o encontro com outras mulheres negras por meio do projeto proporcionou a ela um sentimento de pertencimento. “Vi que não estava sozinha. O projeto acrescentou muita coisa na minha vida. Assim como a maioria das mulheres que chegam ao meu projeto também não conhecem a Casa das Pretas. Estou muito feliz com a repercussão e tudo que a iniciativa tem proporcionado a mim e outras mulheres pretas”, frisa. Em 2026, ela começa o mestrado acadêmico tendo o projeto Coisa de Preta como objeto de estudo acadêmico.

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Até o momento, 62 mulheres já se inscreverem. “Em três dias, já tínhamos 50 inscritas”, destaca a idealizadora da proposta. Vale ressaltar que as inscrições continuam abertas.

Míria considera fundamental o apoio financeiro da Secel para que o projeto fosse viabilizado. Ela também destaca o compromisso da secretaria com a comunidade negra de mulheres de Cuiabá, com histórias e pontos de resistência. “Além do aporte financeiro, a Secel firma um pacto simbólico e reparador. Fico feliz por ser esta ponte entre a pasta e as mulheres negras que contam suas histórias a partir do próprio olhar”, conclui.

Maior edital do Ciclo I da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) em Mato Grosso, o Viver Cultura contou com investimento total de R$ 9,27 milhões. Foram contemplados 127 projetos em todas regiões do Estado. A seleção pública realizada pela Secel abrange segmentos artísticos e culturais distintos, como música, dança, artes visuais, teatro, circo, artesanato e capoeira, além de festas populares e projetos que valorizam a identidade de povos de terreiro, pessoas imigrantes, LGBTQIAPN+, comunidades ribeirinhas, povos ciganos, entre outros.

Inscrições abertas até esta terça (20.2)
Formulário: https://forms.gle/hdDQRqV4qrRERBaEA
Mais Informações: https://recortecuiabano.com/
Divulgação das selecionadas: 2/3
COISA DE PRETA é convite, encontro e memória.
Vamos juntas?

Fonte: Governo MT – MT

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Cesima: Projeto de educação ambiental encanta crianças em Santo Antônio de Leverger

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“Deus não fez o mundo para a sujeira, fez para nós cuidarmos.” A frase, dita com convicção pelo estudante Osmar Estevão, resume o impacto deixado pela passagem do projeto “Meio Ambiente e Sustentabilidade: Construindo um Futuro Melhor” pela Escola Municipal Agrovila, em Santo Antônio de Leverger.

Durante a atividade, realizada na quarta-feira (5), crianças participaram de dinâmicas educativas, apresentações e conversas sobre preservação ambiental, uso consciente dos recursos naturais e a importância de atitudes simples no dia a dia. E foi justamente entre os alunos que o aprendizado mostrou seus primeiros resultados.

Empolgado, Osmar compartilhou as lições que levou para casa. Falou sobre reciclagem, economia de água e cuidado com a natureza. “Se você deixar a água muito ligada, tomar banho demorando, gasta água. Imagina se a água acabar por nossa causa. Os animais não vão aguentar, eles vão morrer”, afirmou. O estudante também destacou a importância da reciclagem de embalagens e latinhas, lembrando que o descarte correto pode ajudar o meio ambiente e até gerar renda para as famílias.

A ação é promovida pelo Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima) e reúne diversas instituições parceiras em torno do objetivo de aproximar as crianças dos temas socioambientais de maneira acessível e divertida.

Segundo a coordenadora do Cesima e idealizadora do projeto, a juíza Henriqueta Lima, esta foi a segunda escola atendida pela iniciativa. A proposta é trabalhar a conscientização ambiental a partir de uma linguagem adequada à faixa etária dos estudantes. “Viemos trazer, de acordo com a idade dessas crianças, um olhar lúdico sobre a problemática ambiental, os incêndios, a poluição do ar e das águas e a necessidade de proteger o meio ambiente”, explicou. De acordo com a magistrada, o envolvimento das instituições parceiras fortalece a mensagem, permitindo que os alunos levem o aprendizado para outros espaços de convivência, como a família e o círculo de amigos.

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Entre os parceiros da iniciativa está a Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT). Para o vice-presidente da comissão, Gustavo Tomazeti Carrara, o projeto representa uma oportunidade de difundir valores ambientais desde a infância. “É muito gratificante poder participar de um projeto dessa magnitude. A OAB se sente tranquila e grata por participar e poder plantar essa semente do bem, essa corrente do bem, em um estado tão importante como Mato Grosso, que possui três biomas. Nada é mais importante do que semear a educação.”

Outro parceiro é o Sistema Famato/Senar-MT, que apresentou às crianças a relação entre produção rural e conservação ambiental. A analista de promoção social do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar Mato Grosso – Sistema Famato), Milvia Lopes de Paula, destacou que a conscientização deve começar desde cedo.

“A gente acredita que, incentivando as crianças desde pequenas a cuidar da natureza e compreender o meio ambiente, também estamos estimulando futuros profissionais para o agro”, afirmou. Segundo ela, a proposta foi mostrar de forma lúdica como os produtores rurais atuam na preservação ambiental e na produção de alimentos.

Outra instituição participante foi a Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir). A representante da entidade, Júlia Barros dos Santos, conduziu atividades voltadas ao uso consciente da água e à importância da irrigação na agricultura. “Queremos mostrar que irrigação não significa desperdício de água. Pelo contrário, é uma ferramenta importante para a produção de alimentos”, explicou. De forma didática, a apresentação abordou a produção do feijão, mostrou diferentes variedades do grão e utilizou vídeos para demonstrar o processo de germinação das plantas.

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Ao final da programação, ficou evidente que a educação ambiental se torna ainda mais eficaz quando dialoga diretamente com o universo infantil. Entre novas descobertas, o plantio de mudas de árvores, atividades lúdicas e as brincadeiras conduzidas pelo palhaço Lelé Picolé Curimpampam, personagem interpretado por Marcelo Luciano Pereira Campos, do Juizado Volante Ambiental (Juvam), as crianças participaram do jogo Rebojando e aprenderam, de forma divertida, sobre a importância da preservação dos recursos naturais.

A experiência reforçou que atitudes simples, como economizar água, destinar corretamente os resíduos para a reciclagem e cuidar das plantas, podem contribuir para a construção de um futuro mais sustentável. Para Osmar, a mensagem já está clara: cuidar da natureza é uma responsabilidade de todos. “Vocês têm que pegar a muda e plantar. Aí vai crescer uma árvore”, ensinou o pequeno estudante.

Também participaram da ação representantes da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso; do Programa Verde Novo do Tribunal de TJMT; da Prefeitura de Santo Antônio e da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) .

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Acesse aqui as fotos do evento.

https://www.flickr.com/photos/tjmtoficial_/albums/72177720335027473/

Leia matéria sobre o assunto:

Projeto socioambiental leva educação e sustentabilidade para crianças em Santo Antônio

https://esmagis.tjmt.jus.br/noticias/6a7253f27ca837001dbb0735

Lígia Saito

Rodrigo Moura

Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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