CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Projeto Doutores Palhaços integra Mostra de Experiências em Humanização no RJ

Publicados

MATO GROSSO

O projeto Doutores Palhaços, da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), será apresentado na 1ª Mostra de Experiências em Humanização (HumanizaRIO 2025), que ocorrerá de 17 a 19 de novembro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro.

Entre 2023 e 2025, o projeto capacitou mais de 100 profissionais em Mato Grosso, entre servidores, trabalhadores aposentados do SUS (Sistema Único de Saúde) e membros da comunidade, para levar humanização, leveza e escuta sensível para pacientes, profissionais e familiares.

“Será feito um relato da experiência ‘Palhaçaria Hospitalar – Doutores Palhaços MT’, sobre como a arte e o riso vêm transformando os ambientes hospitalares de Mato Grosso em espaços mais humanos, afetivos e cheios de vida”, destacou a coordenadora de Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Pires.

Segundo a gestora, as formações abordaram tanto aspectos técnicos da palhaçaria quanto dimensões éticas e emocionais, fortalecendo a sensibilização no cuidado.

“As atividades proporcionam a liberação de hormônios como a endorfina, serotonina e dopamina, para auxiliar no bem-estar físico e emocional dos pacientes. Essa história dos ‘Doutores Palhaços’ atravessa fronteiras e inspira o SUS de todo o Brasil”, acrescentou.

Leia Também:  Fiscalização prende 6 motoristas alcoolizados e remove 50 veículos na Miguel Sutil

O projeto será apresentado pela servidora Áurea Kelly Campos, conhecida pelo nome artístico de Eloá Pimenta.

A mostra terá cerca de 70 trabalhos com o objetivo de valorizar e compartilhar iniciativas que promovem cuidado e gestão humanizada, acolhimento, escuta ativa, empatia, saúde do trabalhador e promoção da saúde em diferentes contextos institucionais e comunitários.

Sobre os Doutores Palhaços

O projeto “Doutores Palhaços” capacita profissionais na arte da palhaçaria, que atuam em hospitais e unidades de saúde, com o intuito de levar alegria e conforto aos pacientes, acompanhantes e servidores. As atividades proporcionam a liberação de hormônios como a endorfina, serotonina e dopamina, para auxiliar no bem-estar físico e emocional dos pacientes.

O projeto “Saúde com Alegria: Doutores Palhaços no Estado de Mato Grosso” foi idealizado pela Superintendência de Atenção à Saúde da SES e é executado por meio da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde.

Fonte: Governo MT – MT

Propaganda

MATO GROSSO

Lei Maria da Penha chega aos 20 anos fortalecendo a proteção às mulheres

Publicados

em

Mulher de cabelos loiros, blazer azul e camisa estampada, fala ao microfone e gesticula com a mão. Ao fundo, banner vermelho do CEMULHER e caixa de somDuas décadas após transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, a Lei Maria da Penha segue atual. Mas os avanços conquistados desde sua criação convivem com um desafio permanente: romper o ciclo da violência e garantir que a proteção chegue a todas as mulheres, especialmente às que vivem longe dos grandes centros.

À frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo afirma que uma das prioridades da gestão é fortalecer a atuação integrada da rede de proteção em todo o estado.

Para a magistrada, a data representa um momento de reflexão sobre as conquistas alcançadas e, ao mesmo tempo sobre os desafios que ainda precisam ser superados. “Assumo a coordenação da Cemulher com profundo senso de responsabilidade e compromisso com a proteção das mulheres mato-grossenses. Trata-se de um momento especialmente simbólico, pois, em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um dos mais importantes marcos de proteção dos direitos das mulheres no Brasil”.

Entre as prioridades da nova gestão está a continuação da ampliação e o fortalecimento das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, reunindo Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, forças de segurança, municípios e serviços das áreas de assistência social, saúde e educação. “A violência doméstica é um fenômeno complexo, que exige atuação articulada, permanente e comprometida. Somente uma rede estruturada pode oferecer às mulheres atendimento célere, humanizado e integral, especialmente nos municípios mais distantes dos grandes centros”, afirma Vandymara Zanolo.

A desembargadora também destaca como prioridade o fortalecimento dos Grupos Reflexivos para Homens, voltados à responsabilização, reeducação e prevenção da reincidência, além da continuidade das capacitações, campanhas de conscientização e ações educativas.

Duas décadas de avanços

Na avaliação da coordenadora da Cemulher-MT, a Lei Maria da Penha promoveu uma mudança histórica na forma como a violência doméstica passou a ser tratada pelo Estado e pela sociedade. “Antes de sua promulgação, a violência ocorrida dentro dos lares era frequentemente tratada como uma questão privada. A Lei Maria da Penha contribuiu decisivamente para mudar essa compreensão, reconhecendo a violência doméstica como grave violação dos direitos humanos e trazendo o tema para o centro do debate público e institucional”.

Leia Também:  Bombeiros militares fazem retirada de enxame de abelhas de árvore em frente à residência

Ela destaca que, ao longo desses 20 anos, a legislação consolidou medidas protetivas de urgência, fortaleceu a especialização dos órgãos de atendimento, ampliou o reconhecimento das diferentes formas de violência e impulsionou políticas públicas voltadas à prevenção, à proteção das vítimas e à responsabilização dos agressores.

Apesar dos avanços, a desembargadora ressalta que ainda é preciso ampliar o acesso aos serviços especializados, fortalecer continuamente as Redes de Enfrentamento, investir na qualificação dos profissionais e ampliar as ações preventivas. “Mais do que assegurar uma legislação eficiente, precisamos consolidar uma cultura de respeito, igualdade e não violência, na qual nenhuma mulher tenha sua liberdade ou dignidade violada”.

Proteção começa com acolhimento

A desembargadora Vandymara Zanolo reforça que nenhuma instituição consegue enfrentar sozinha a violência doméstica e que a atuação integrada permite oferecer um atendimento mais eficiente às vítimas. “Quando o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar, os municípios, os serviços de assistência social, saúde e educação e as organizações da sociedade civil atuam de forma coordenada, a mulher deixa de percorrer um caminho fragmentado e passa a receber um atendimento mais célere, humanizado e eficiente”.

Segundo ela, essa atuação conjunta reduz a revitimização, fortalece a efetividade das medidas protetivas e amplia o acesso aos serviços de acolhimento, assistência jurídica, saúde e proteção social, além de contribuir para que as mulheres reconstruam sua autonomia e rompam o ciclo da violência.

Ao deixar uma mensagem às mulheres que ainda convivem com situações de violência, a magistrada reforça que buscar ajuda é um passo importante e que elas não precisam enfrentar esse processo sozinhas. “Gostaria de dizer a cada mulher que convive com a violência doméstica que ela não está sozinha e que a violência sofrida nunca é culpa dela”.

Leia Também:  Sefaz alerta população sobre golpes utilizando pagamento do IPVA

A magistrada acrescenta que o medo, as ameaças, a dependência econômica ou emocional e a preocupação com os filhos tornam a decisão de denunciar muito difícil, mas destaca que existem instituições preparadas para acolher e proteger as vítimas. “Nenhuma mulher merece viver com medo. A violência não deve ser naturalizada, silenciada ou enfrentada sozinha. Há pessoas e instituições comprometidas em caminhar ao lado de cada mulher na construção de uma vida livre de violência”, finalizou.

Corrida une esporte e conscientização

Mulher de boné e regata rosa, número 23, corre em rua asfaltada durante prova. Atrás, outros participantes de camisa roxa correm ao lado de carros estacionados e árvoresAs ações em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha também têm mobilizado a sociedade por meio do esporte. Em Sinop, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha, realizada dia 1º de agosto, reuniu mais de 900 participantes em uma grande mobilização pelo enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Promovido pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com apoio de instituições parceiras, o evento reforçou a importância da atuação integrada das Redes de Enfrentamento. Além de conscientizar a população, a corrida arrecadou recursos destinados às ações da rede local de proteção às mulheres em situação de violência.

A iniciativa marcou a abertura da programação do Agosto Lilás no município e simbolizou o compromisso coletivo de instituições públicas, iniciativa privada e comunidade na defesa dos direitos das mulheres, mostrando que o enfrentamento à violência depende do engajamento de toda a sociedade.

Roberta Penha

Josi Dias e Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA