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Projeto FloreSer inicia rodas de conversa com estudantes

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O Projeto FloreSer realizou, na tarde desta sexta-feira (29), sua primeira roda de conversa com alunos da Escola Padre João Panarotto, no bairro CPA IV. Cerca de 35 estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio, com idades entre 15 e 16 anos, participaram da atividade, que promoveu dinâmicas voltadas à reflexão e à identificação de formas sutis de violência de gênero, como o ciúme, o controle e atitudes machistas no cotidiano.
A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar de Cuiabá – Espaço Caliandra, acompanhou as dinâmicas e explicou que a proposta do Ministério Público é abordar um tema grave de forma leve e participativa. “Queremos que vocês se manifestem e falem. Estamos aqui para ouvir e interagir, para que percebam a violência e nos ajudem a mudar essa cultura”, afirmou.
Durante as atividades, os alunos foram provocados a refletir sobre comportamentos comuns em relacionamentos que revelam traços abusivos e controladores, sinais muitas vezes ignorados de violências psicológica, moral e simbólica, que podem evoluir para agressões físicas. As dinâmicas interativas prenderam a atenção dos jovens, que participaram de forma ativa e engajada ao longo da roda de conversa.
A diretora da Escola João Panarotto, Raquel Dias dos Santos, destacou a importância de discutir a temática da violência com os alunos, especialmente por estarem em uma fase marcada por transformações emocionais e físicas. Segundo ela, muitos adolescentes acabam se envolvendo em relacionamentos permeados por diferentes formas de violência, principalmente a psicológica.
Raquel relatou que, durante as atividades, é comum observar reações emocionais dos estudantes: “As meninas começam a chorar, os meninos abaixam a cabeça. Isso mostra que podem estar vivenciando situações de violência”.
Para a diretora, a presença de uma instituição como o Ministério Público, reconhecida pela credibilidade, “faz toda a diferença” no enfrentamento do problema. “Isso certamente vai além da escola, vai alcançar as famílias, os vizinho. Espero que esses estudantes sejam realmente multiplicadores”, completou.
O estudante L.M.S, 16 anos, do 1º Ano A, avaliou que as dinâmicas realizadas ajudaram a compreender como conflitos pessoais podem se transformar em situações de violência, sobretudo em relacionamentos conjugais. Ele contou ter vivenciado essa realidade dentro de casa.
“Vi minha mãe sendo vítima de violência doméstica e, talvez, se ela não tivesse interrompido, poderia ter sido vítima de um feminicídio. Reconheci muito desse padrão e acho nobre trazerem essa discussão para os adolescentes”, relatou.
Para o jovem, respeito e confiança devem estar presentes de forma mútua e obrigatória nas relações. “É muito importante conscientizar os adolescentes sobre a prevenção e o combate à violência”, acrescentou.
Iniciativa – O projeto FloreSer é uma iniciativa do Núcleo de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, que será desenvolvida em escolas do Ensino Médio da Capital, em parceria da Secretaria de Estado de Educação e TV Centro América. O objetivo é promover relações afetivas saudáveis, igualitárias e livres de qualquer forma de violência.
O objetivo do projeto é alcançar, de forma direta e indireta, 2.500 alunos distribuídos em 11 escolas de ensino médio até dezembro de 2026. As ações irão abordar a violência contra mulheres e meninas, nas suas diversas formas definidas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006): física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, além da violência simbólica e digital. Também serão discutidas as causas culturais que naturalizam a violência nas relações afetivas e as estratégias de prevenção.
A assistente social do Espaço Caliandra e gerente do projeto, Itana Lua Silva Santana, explica que os temas abordados em rodas de conversa, de maneira leve buscam a reflexão crítica e escuta humanizada. “O modelo roda de conversa é uma abordagem lúdica e educativa que incentiva a participação coletiva, o diálogo e o compartilhamento de experiências, sendo fundamental para sensibilizar e promover a reflexão crítica entre os estudantes”, afirma.
Itana também destaca que o projeto atua contra o discurso de ódio disseminado nas redes sociais, que influencia os adolescentes com visões distorcidas sobre as mulheres e reforça estereótipos que legitimam práticas de dominação, desrespeito e violência. “Se tornou urgente contrapor esse cenário por meio de estratégias educativas que dialoguem diretamente com os meios pelos quais os adolescentes constroem suas referências e identidades: as redes sociais”, pontua.
Concurso – A segunda etapa do projeto será o concurso “Oh, lá em casa (nem lá em casa)”, que consiste na produção de vídeos no formato Reels. O objetivo é incentivar a criação de conteúdos contra-hegemônicos, promovendo o debate crítico sobre desigualdade de gênero, relacionamentos saudáveis e direitos das mulheres.
A proposta é ocupar os espaços digitais com mensagens de conscientização produzidas pelos próprios jovens, em linguagem acessível e engajadora. O concurso deverá ser lançado no mês de setembro e contemplará todas as escolas da rede estadual de educação de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais neste domingo (11)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste domingo (11.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Juruena, Santa Terezinha e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 34 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 30 focos foram registrados na Amazônia e quatro focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foi identificado um foco de calor na Terra Indígena Aripuanã, em Aripuanã.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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