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Projeto Nosso Judiciário orienta estudantes sobre cidadania, bullying e acesso à Justiça em Cuiabá

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Estudantes sentados, usando uniformes azuis com faixas verdes e amarelas, leem folhetos intitulados
Estudantes da Escola Estadual João Brienne de Camargo, em Cuiabá, participaram na manhã desta quarta-feira (24) de mais uma edição do projeto Nosso Judiciário, iniciativa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que aproxima o Poder Judiciário da comunidade escolar por meio de palestras educativas sobre cidadania, direitos, deveres e prevenção de conflitos.
A ação reuniu cerca de 160 alunos do Ensino Médio e abordou temas como bullying, cyberbullying, drogas, ameaças e as atribuições dos Juizados Especiais. As unidades escolares participantes são indicadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
Estudante Radassa é uma jovem negra de óculos e casaco marrom posa segurando o folheto Para a estudante do 3º ano do Ensino Médio Radassa Jhennifer da Rocha Rodrigues, um dos pontos mais importantes da palestra foi a conscientização sobre o cyberbullying. “Normalmente as pessoas pensam que o bullying acontece apenas de forma presencial, mas existe também o cyberbullying, que é praticado digitalmente, pelas redes sociais e aplicativos. É importante que os estudantes saibam que isso é errado e que existem consequências para quem comete esse tipo de crime”, destacou.
Estudante Nathália é uma jovem negra de óculos e moletom verde, segura o folheto A colega de turma Nathalia Maria de Almeida Arruda ressaltou a importância de conhecer os caminhos legais para resolver conflitos. “Achei a palestra muito interessante e importante. A gente aprende que não deve fazer justiça com as próprias mãos e que é preciso procurar os meios corretos, a Justiça e as leis. Também percebi situações que acontecem no ambiente escolar, como o bullying, e a importância de denunciar e procurar ajuda da coordenação e dos professores”, afirmou.
Coordenadora Pedagógica Maria Aparecida tem cabelos cacheados e grisalhos, usa moletom cinza. Ela tem expressão de fala e está em ambiente externo desfocado com tons de azul e marrom.A coordenadora pedagógica da escola, Maria Aparecida Alves de Lima destacou a relevância da iniciativa para a formação dos estudantes. Segundo ela, a ação fortalece o trabalho desenvolvido pela unidade escolar. “É extremamente importante, principalmente porque atendemos muitos alunos em situação de vulnerabilidade. Esses temas já são trabalhados em sala de aula de forma interdisciplinar, mas receber profissionais de outros espaços para ampliar essas informações e apresentar a legislação torna o aprendizado ainda mais significativo”, avaliou.
Servidor Neif Feguri está usando jaqueta preta de material sintético fechada até o pescoço. Ao fundo há uma área externa desfocada, com construções, piso pavimentado e uma árvore de folhas verdes.Coordenador do projeto, o técnico judiciário Neif Feguri Neto explicou que o objetivo é orientar os jovens sobre a importância de buscar soluções pacíficas e legais para os conflitos do cotidiano.
“Desenvolvemos o projeto Nosso Judiciário há 11 anos. Esta foi a 170ª unidade escolar visitada e já alcançamos 38.260 alunos. Trabalhamos temas que fazem parte da realidade dos jovens e mostramos a importância de buscar o caminho da Justiça, sem resolver conflitos com as próprias mãos. Queremos que eles compreendam as consequências de determinadas atitudes e façam escolhas que não prejudiquem seu futuro”, destacou.
Ao final da atividade, os participantes receberam a cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais”, material que apresenta de forma simples os direitos e deveres dos cidadãos e orienta sobre como buscar soluções para conflitos cotidianos.
Criado em 2015, o projeto Nosso Judiciário atua em escolas públicas e privadas de Cuiabá e Várzea Grande, promovendo palestras e visitas guiadas ao Palácio da Justiça. A iniciativa tem como objetivo aproximar o Judiciário da sociedade, estimular o exercício da cidadania e fortalecer a cultura de respeito às leis entre crianças e adolescentes.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

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A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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