MATO GROSSO
Quando a Justiça transforma a vida de pessoas: TJMT conquista pela primeira vez Selo Diamante do CNJ
MATO GROSSO
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso acaba de alcançar um feito histórico: pela primeira vez, recebeu o Selo Diamante no Prêmio CNJ de Qualidade, um dos maiores reconhecimentos do Judiciário brasileiro.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (2), durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado em Florianópolis (SC).
O prêmio destaca os tribunais que melhor atendem a população: conseguem ser mais rápidos, transparentes, humanos e presentes na vida das pessoas. E é isso que coloca o TJMT entre os melhores do Brasil.
Para o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, o Selo Diamante mostra que o cidadão está no centro do trabalho do Judiciário. “Esse prêmio é sobre pessoas. Sobre cada vida que a Justiça ajuda a seguir em frente. Esse Diamante é de vocês: servidores, magistrados e de todos que fazem o Judiciário acontecer no dia a dia.”
O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, destacou que o reconhecimento nasce do trabalho de quem está lá na ponta, atendendo a população nos fóruns. “É no balcão, na sala de audiência, no atendimento simples… é ali que a Justiça muda a vida das pessoas. Esse resultado é fruto da dedicação de cada magistrado e servidor que trabalha perto da comunidade”.
A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, enalteceu a força do trabalho conjunto. “Quando todo mundo rema na mesma direção, o resultado aparece. Esse Diamante mostra que o esforço diário de cada setor vira benefício direto para quem procura a Justiça.”
A ex-presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, também celebrou a conquista. “O Diamante tem brilho, mas o brilho maior é ver o Judiciário mais perto, mais humano e mais eficiente para quem realmente precisa.”
Um Diamante que melhora a vida das pessoas – O prêmio mostra que o Judiciário de Mato Grosso vem evoluindo e que melhorias refletem, de verdade, na vida de quem busca a Justiça:
– processos andam mais rápido;
– audiências são marcadas com mais agilidade;
– informações ficam mais acessíveis;
– serviços digitais facilitam o dia a dia do cidadão.
Cada avanço vira solução, atendimento, acolhimento, porque o verdadeiro diamante está em cada história transformada. E é essa evolução que fortalece algo fundamental: a confiança das pessoas na Justiça.
O Selo Diamante não é só um prêmio, é a prova de que quando o Judiciário trabalha com seriedade, humanidade e transparência, ele se torna mais próximo, mais confiável e mais presente na vida de quem precisa.
Sobre o Prêmio – Criado pelo CNJ, o Prêmio de Qualidade reconhece os tribunais que mais se destacam no país. A avaliação considera governança, produtividade, transparência e tecnologia, com a participação de todos os tribunais brasileiros, exceto do Supremo Tribunal Federal.
Autor: Assessoria
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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