MATO GROSSO
Quando passar o Dia das Mães em casa, com os filhos, é a maior vitória
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Superar um quadro grave de saúde também é motivo para celebrar o Dia das Mães. Após um parto de urgência em São Félix do Araguaia (a 1.073 km de Cuiabá), Michele sofreu uma queda, perda da mobilidade nas pernas e infecção uterina. Ao longo dos 38 dias de tratamento intensivo e de reabilitação no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá, sua motivação era uma só: voltar a ter os dois filhos nos braços.
Moradora de um assentamento rural, Michele teve complicações nas últimas semanas de gestação e precisou fazer uma cirurgia de emergência. Ainda no hospital municipal, levou um tombo. Recebeu alta e foi para a casa da avó, mas, dias depois, começou a ter febre e perdeu a mobilidade nas pernas, além de sentir dor intensa.
Voltou ao hospital da cidade, onde foi examinada e medicada, mas, como o quadro não melhorava, foi encaminhada para outra unidade, na cidade vizinha de Confresa.
“Lá, fiz uma ressonância, mas não deu nada. Fiquei internada por três dias até que saiu a vaga para o Hospital Central”, informou Michele, que chegou a Cuiabá transferida por transporte de medicina aérea. Um exame de ressonância magnética de urgência foi essencial para diagnosticar assertivamente o quadro da paciente.
Crédito: Arquivo pessoal
“À medida que foi identificada a patologia real, reunimos uma junta médica para definirmos o tratamento mais assertivo, que envolveu medicina clínica, cirúrgica e de imagem. Michele foi atendida também pela assistência multiprofissional, que reúne especialistas de diferentes áreas, o que fez toda a diferença para o sucesso do tratamento”, esclareceu o médico Thales Chelala, coordenador clínico do Hospital Central.
Michele chegou à unidade no dia 11 de março. O quadro era de infecção grave e inflamação uterina, o que demandou a retirada do útero. Foi um momento de forte emoção para ela, aumentando o desejo de rever os dois filhos, um de 5 anos e o outro de dois meses, que ela chegou a amamentar por alguns dias.
Devido ao agravamento de sua situação, Michele precisou deixar o recém-nascido em São Félix do Araguaia. “Ele ficou com minha mãe. Eu só pensava: ‘será que não vou voltar a ter meus filhos nos braços?’”, lembrou ela.
Conforme o tratamento evoluía, Michele mantinha o foco na recuperação. “Com uns 20 dias internada, comecei a melhorar e me apegava na força para conseguir fazer a fisioterapia e poder caminhar, para ir embora e ficar com meus filhos”, contou emocionada. A alta veio 38 dias depois, em 17 de abril.
Enquanto a paciente seguia no Hospital Central, a equipe de Experiência do Paciente entrou em contato com a unidade de saúde pública mais próxima de sua casa. O objetivo foi fazer uma integração entre as equipes de saúde para que toda a assistência necessária para a recuperação de Michele pudesse continuar sendo feita assim que ela voltasse para casa.
“Precisávamos garantir que, nessa transição pós-hospitalar, depois de toda essa assistência de alta complexidade, a Michele recebesse os cuidados necessários na sequência de tratamento. Foi um trabalho essencial feito pela nossa equipe de Experiência do Paciente”, acrescentou Chelala.
Já em casa, Michele está animada: vai passar o Dia das Mães com os filhos, depois de tantos dias enfrentando o medo de não conseguir voltar. “Não desejo para ninguém o que passei. Me vejo como uma guerreira e a minha força veio das crianças. Sou muito grata de poder estar hoje com meus filhos e, principalmente, de ter recebido essa ajuda da equipe do Hospital Central. Cada um que me atendeu me fez melhorar e me tratou com muito amor. Minha vida mudou depois dessa experiência”, analisou.
O Hospital Central de Alta Complexidade é uma unidade de saúde pública do Governo de Mato Grosso, administrada pelo Einstein Hospital Israelita. Operando 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atende pacientes com quadros críticos que são encaminhados pela Central Estadual de Regulação. Para ter acesso ao hospital, é preciso que os usuários do SUS mantenham seus cadastros atualizados nas suas unidades de referência.
Sobre o Einstein
O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina, segundo o ranking The World’s Best Hospitals 2026, elaborado pela revista Newsweek em parceria com a empresa de dados Statista Inc. Com sede em São Paulo, a organização, fundada em 1955, é referência em assistência, pesquisa, inovação e ensino, com base na responsabilidade social.
Há 25 anos, atua no Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da gestão de unidades públicas – que contemplam, hoje, além de hospitais, unidades de atenção primária, Centros de Atenção Psicossocial e Serviços de Residência Terapêutica, de atenção ambulatorial especializada e de urgência e emergência – e da execução de projetos por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde.
Fonte: Governo MT – MT
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Equipes de São Paulo e Santa Catarina são campeãs do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma
O Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, uma das principais atrações do 2º Congresso Nacional de Emergência e Segurança Viária (Conesv), consagrou as equipes Rescue Team São Paulo e a CBMSC Mafra como as campeãs gerais da competição, que foi encerrada nessa sexta-feira (26.6), no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
A Rescue Team São Paulo, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), conquistou o primeiro lugar no Desafio de Salvamento Veicular. Já a CBMSC Mafra, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), foi a vencedora do Desafio de Trauma. Os resultados refletiram o melhor desempenho técnico entre os participantes, considerando os critérios de avaliação aplicados ao longo das provas, que simularam ocorrências reais de acidentes.
Para além da disputa entre equipes, o desafio foi reconhecido como uma das principais ferramentas de capacitação prática para bombeiros e profissionais de emergência. Durante três dias, 46 equipes de 16 estados e do Distrito Federal enfrentaram cenários realísticos com vítimas presas às ferragens e múltiplos traumas. Em cada prova, os participantes precisaram tomar decisões rápidas, atuar de forma integrada e aplicar protocolos internacionais de atendimento pré-hospitalar e resgate, sob avaliação de árbitros especializados.
O comandante da Rescue Team São Paulo, tenente BM Mateus Felipe de Almeida Pelico, atribuiu a conquista ao trabalho contínuo desenvolvido pela equipe ao longo dos últimos anos na busca pelo melhor desempenho técnico e profissional.
“Nossa equipe participa desse processo desde 2015. Ao longo dos anos, passamos por diferentes formações. Há quase dois anos estamos nessa configuração e, no ano passado, conquistamos o quarto lugar no campeonato nacional. Neste ano, alcançamos o título. Estou muito feliz com esse resultado”, afirmou.
Durante o Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, as equipes foram avaliadas em critérios como comando da ocorrência, atendimento pré-hospitalar (APH), atuação da equipe técnica e desenvolvimento da operação em cenários que simulavam acidentes reais. Em todas as provas, os participantes receberam pontuações de acordo com a qualidade técnica, a segurança dos procedimentos e a eficiência no atendimento às vítimas.
Na modalidade de trauma, por exemplo, as equipes tiveram apenas 15 minutos para avaliar a cena, identificar as lesões e concluir todo o atendimento da vítima conforme protocolos internacionais. Os cenários permaneceram em sigilo até o início das provas e foram montados com veículos, vegetação e vítimas caracterizadas por especialistas em maquiagem realística para reproduzir, com fidelidade, as condições encontradas em acidentes reais.
Já na modalidade de salvamento veicular, as equipes tiveram 25 minutos para realizar o resgate da vítima em uma simulação de acidente de trânsito, cumprindo cerca de 150 critérios de avaliação, que abrangeram desde o atendimento médico e a liderança até a técnica operacional.
Para o tenente Mateus, comandante da Rescue Team São Paulo, o principal diferencial foi a experiência da equipe em atuar em conjunto.
“Esse resultado foi fruto da sintonia da equipe. Precisamos estar preparados técnica, operacional e psicologicamente. Como estivemos juntos há bastante tempo, acabamos nos tornando uma família. Isso fortaleceu a comunicação e a tomada de decisões durante as provas”, concluiu.
Participaram dos desafios equipes dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Roraima, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais, Pará, Ceará, Amapá, Rondônia, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, além do Distrito Federal.
2° Conesv
O 2º Conesv, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), reuniu bombeiros militares, especialistas e profissionais de diversas áreas do Brasil e do exterior para debater avanços, desafios e boas práticas voltadas à segurança viária e ao atendimento de emergências no trânsito.
Além do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma, a programação incluiu painéis, reuniões estratégicas, atividades práticas como o Holmatro Experience e os cursos Stop The Bleed e Rescue Training, voltados à capacitação em controle de hemorragias e atendimento pré-hospitalar.
Confira os vencedores do Desafio Nacional de Salvamento Veicular e Trauma:
Fonte: Governo MT – MT


