MATO GROSSO
ReciclaJUD mobiliza servidores no Complexo dos Juizados Especiais
MATO GROSSO
Engajados na mudança de comportamento e na promoção de práticas ambientalmente responsáveis, os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) iniciaram mais uma edição da Competição ReciclaJUD, agora no Complexo dos Juizados Especiais.
“Queremos aproveitar esta iniciativa e transformá-la em rotina, estimulando todos os servidores a adotarem o hábito de trazer o material reciclável de casa”, explica Maria de Lourdes Duarte, gestora do Complexo dos Juizados.
Segundo ela, o objetivo é arrecadar resíduos recicláveis e, assim, reforçar a cultura da sustentabilidade por meio da reciclagem, aproveitando a estrutura já existente — que conta com uma central de resíduos. “Nossa meta inicial é mudar a cultura, fazer com que o servidor perceba a importância de destinar corretamente o material reciclável. Este é um passo significativo, pois evita que materiais reutilizáveis acabem no meio ambiente e contribui para uma cidade mais limpa e consciente”, completa.
Além do aspecto ambiental, a competição também promove o desenvolvimento social, pois todo o material arrecadado será destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Mato Grosso Sustentável (ASMATS), fortalecendo o trabalho dos catadores, especialmente neste fim de ano, e possibilitando o aumento da renda familiar dos trabalhadores que integram a associação, além de estimular a economia circular.
Nesta edição, os setores do Complexo participarão em formato de gincana ambiental, com divisões por unidade e incentivo à competição saudável entre equipes. As unidades com maior arrecadação serão premiadas com troféus de primeiro, segundo e terceiro lugar, além de brindes. A proposta é engajar todos os colaboradores, estimulando a cooperação e o senso coletivo.
Ao transformar a coleta seletiva em uma atividade colaborativa e educativa, o ReciclaJUD reforça o compromisso do Poder Judiciário com a gestão adequada de resíduos sólidos e com a integração de valores ambientais às rotinas administrativas, em consonância com o Plano de Logística Sustentável (PLS) e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) do TJMT.
Idealizado pelo Núcleo de Sustentabilidade, o programa soma-se a outras ações que visam à construção de um coletivo socioambiental mais consciente e comprometido com o futuro do planeta.
A coordenação do Núcleo de Sustentabilidade é do desembargador Rodrigo Curvo.
ODS
O ReciclaJUD está totalmente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, pois reúne ações que integram as dimensões ambiental, social e institucional da sustentabilidade.
O programa contribui com o ODS 12, ao incentivar o consumo consciente e a destinação correta dos resíduos; com o ODS 11, ao promover cidades mais sustentáveis; e com o ODS 8, ao gerar inclusão social e renda aos catadores da ASMATS, que recebem o material arrecadado.
Além disso, o ReciclaJUD também apoia o ODS 13, ao reduzir os impactos ambientais e as emissões associadas à destinação incorreta de resíduos, e o ODS 17, por fortalecer parcerias entre o Poder Judiciário, a sociedade e organizações locais.
Autor: Patrícia Neves
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio
O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.
Fonte: Ministério Público MT – MT



