MATO GROSSO
“Recurso do Governo para a compra dos equipamentos vai ser fundamental para o hospital funcionar”, afirma prefeito de Sinop
MATO GROSSO
O prefeito de Sinop, Roberto Dorner, afirmou que o repasse de R$ 14,3 milhões do Governo do Estado vai ser fundamental para o funcionamento do novo Hospital Municipal.
O repasse foi oficializado na noite desta quarta-feira (4.6). O valor será usado para a compra de equipamentos hospitalares na unidade, que já está prestes a ser inaugurado. Parte do recurso foi destinada pelo deputado federal Nelson Barbudo e pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco.
“O Governo tem sido muito parceiro de Sinop. Eu digo que é praticamente um braço-direito do município, nos auxiliando em todas as demandas que precisamos”, registrou o prefeito.
O governador Mauro Mendes destacou que o estado tem auxiliado os municípios de todas as regiões do estado para a melhoria da atenção básica de Saúde.
“Além dos seis grandes hospitais que estamos construindo, também temos ajudado as prefeituras a equipar, reformar e modernizar as próprias unidades. Para fazer a Saúde funcionar, é importante que o cidadão seja bem atendido já na atenção básica, que é de responsabilidade dos municípios, e o estado vai continuar a ser parceiro nessas ações”, afirmou o governador
O deputado estadual Dilmar Dal Bosco ressaltou que esse auxílio é mais um dos grandes investimentos do Estado em Sinop.
“O Governo tem ajudado muito o município de Sinop, com obras como a modernização do Hospital Regional, a nova Politec, o Batalhão da Polícia Militar, sem contar a infraestrutura que tem avançado muito. E esse repasse vai ser fundamental para que possamos colocar, muito em breve, esse hospital à disposição da população”, declarou.
Também participaram da assinatura do deputado estadual Diego Guimarães, que destinou R$ 1 milhão para a saúde do município, e o secretário municipal de Saúde de Sinop, Érico Gonçalves.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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