MATO GROSSO
Sarau Literomusical traz espetáculo infantil com músicas de Chico Buarque e Vinícius de Moraes
MATO GROSSO
Realizado pela Academia Mato-Grossense de Letras (AML) em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o 7º Sarau Literomusical ocorre nesta quarta-feira (19.07), a partir das 16h, na Casa Barão de Melgaço, no centro de Cuiabá. A entrada é gratuita.
A programação vespertina inclui três momentos em percurso realizado no Salão Nobre da Casa Barão. O primeiro será conduzido pela escritora e presidente da AML, Sueli Batista, abordando a obra infanto-juvenil de sua autoria ‘A Chalana de Nhô É’.
“O amor pelas pessoas, pela natureza e pelas letras é transmitido de forma lúdica. Por meio do personagem principal, que nasceu com o nome de É, eu busco ampliar percepções, estimular a oratória e dar mais autonomia e senso crítico aos pequenos leitores”, explica Sueli.
Logo em seguida, a sessão Papo Cabeça será sobre ‘Educação Financeira para crianças’, com o analista de desenvolvimento da Sicredi Ouro Verde, Guilherme Gimenez de Oliveira. Durante o encontro, os participantes receberão um gibi da Turma da Mônica, que faz parte da série temática sobre assuntos financeiros de forma leve e divertida.
A terceira atração vespertina é o “Passeio Lúdico”, em que Carlos Navas apresenta canções de Chico e Vinícius para crianças. Enfatizando o aspecto lúdico e interativo das obras atemporais, o show é apresentado desde 2004 pelo Brasil afora e já foi assistido por mais de 300 mil pessoas. O cantor será acompanhado pelo violonista Paulo Miranda.
Durante a noite, a partir das 19h30, Carlos Navas apresenta o seu show “Clariceando – A Magia de Clarice Lispector”, que surgiu em 2007. No espetáculo, o intérprete combina trechos de obras da autora com canções que fazem uma ligação com o universo de Clarice.
“Estamos muito satisfeitos com o andamento do Sarau Literomusical 100+1. Um projeto que está chegando à sua reta final coroado de êxito, oportunizando aos artistas e escritores mato-grossenses mostrarem os seus talentos, e também possibilitando uma conexão com o que acontece no cenário nacional da boa música brasileira”, destaca o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Sobre o cantor
Em mais de 26 anos de carreira, Carlos Navas tem um dvd e 11 discos solos gravados. O cantor se notabiliza bastante pelo ecletismo, utilizando repertórios variados em seus shows, que já ganharam especiais em emissores de televisão de redes nacionais.
Ao falar sobre seu retorno a Cuiabá, Navas coloca sentimento na voz. “Estou muito feliz por isso, pois tenho raízes na cidade, a minha avó Lourdes nasceu em Cuiabá, em 1918. Sempre que vou cantar nesta cidade, me emociono. Desta vez, graças a este convite da Academia, vou mostrar dois projetos distintos e muito especiais, que são inéditos para os mato-grossenses, e muito difundidos no país”.
Como participar
Para a programação vespertina é necessária a inscrição antecipada, por meio de whatsapp nos telefones: (65) 9 8412 9090 (Zilda Carracedo) e (65) 9 9227 6215 (Ronaldo Silva).
A programação terá início às 16h, mas a recomendação é chegar às 15h30 para retirada dos kits com material didático e guloseimas das crianças.
Para o espetáculo noturno, “Clariceando”, que começa às 19h30, não há necessidade de inscrição prévia.
Com entrada gratuita, o Sarau Literomusical 100+1 é realizado na sede da AML, localizada Casa Barão de Melgaço, em Cuiabá. O evento pode ser acompanhado presencialmente ou pelo canal de youtube da Academia Mato-grossense de Letras (link aqui).
Serviço | 7º Sarau Literomusical 100+1
Data: quarta-feira (19.07)
Horários: a partir das 16h (vespertino) e das 19h30 (noturno)
Local: Academia Mato-grossense de Letras – Casa Barão, rua Barão de Melgaço, 3869, Centro – Cuiabá
Inscrição antecipada: (65) 9 8412 9090 (Zilda Carracedo) e (65) 9 9227 6215 (Ronaldo Silva), via whatsapp
(Com informaçoes da assessoria Academia Mato-Grossense de Letras)
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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