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Secel investe mais R$ 600 mil em 4º ciclo de projeto que abre as portas da Academia de Letras de MT ao público

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Com investimento do Governo de Mato Grosso, o projeto Casa Aberta, da Academia Mato-grossense de Letras (AML), será retomado neste mês de março com mais 12 edições. Este é o quarto ciclo de uma iniciativa que se consolidou como política pública de fomento sociocultural no Centro Histórico de Cuiabá.

O Casa Aberta traz programações culturais e artísticas, como conversas sobre literatura, performances musicais, apresentações de teatro e poesia, exposições e outras atividades. É um evento mensal, gratuito e aberto ao público.

O objetivo é promover o acesso democrático à literatura, valorizar artistas locais, estimular a formação de leitores, especialmente jovens, e contribuir diretamente para a preservação do patrimônio histórico da Capital.

Viabilizado por meio de fomento da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel), no valor de R$ 600 mil, o projeto Casa Aberta é considerado inédito pela presidente da AML, Luciene Carvalho, por dar forma a um antigo anseio coletivo da academia — aproximar a Casa Barão da população e ampliar o papel social da instituição.

“É com muita honra que o projeto Casa Aberta se configura como um fazer inédito, embora seja muito difícil dar a concepção de inédita para alguma coisa em cultura. Eu dei formato a um anseio que é da própria Casa. Existe política pública, e nós potencializamos a política pública para viabilizar isso. Este é o meu lugar de realização”, destaca.

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Segundo o secretário-adjunto de Cultura, Jan Moura, o projeto Casa Aberta foi concebido como uma ação conjunta entre o Governo de Mato Grosso e a AML para garantir não apenas a manutenção da Casa Barão, mas sua ocupação permanente pela população.

“Todos os meses, eles abrem as portas da academia para dialogar com a comunidade e puxar algum tema, entre eles temas como mulheres, negritude, indígenas e tradição. Então, o projeto mantém não só os custos de manutenção da casa, mas também prevê uma programação recorrente para que a gente realmente ocupe esse espaço e interaja com a literatura mato-grossense”, aponta.

Jan ressalta ainda que a iniciativa reconhece a importância de uma instituição centenária para a cultura mato-grossense e, ao mesmo tempo, cria oportunidades para que a sociedade se aproprie desse patrimônio, muitas vezes desconhecido por quem passa diariamente pelo Centro Histórico.

“A Academia de Letras de Mato Grosso é uma instituição centenária. Foi muito importante para a manutenção da memória e da literatura. Então, é como um dever ao qual o Governo de Mato Grosso acena para a Casa Barão, reconhecendo a importância dela. Ao mesmo tempo, é uma oportunidade para a comunidade também conhecer o espaço. Muita gente passa na frente e não sabe que dentro há uma memória guardada. Não só de quem escreve hoje, dos produtores que estão lá ocupando as cadeiras, mas de mais de cem anos de história da nossa literatura”, frisa.

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Na avaliação da superintendente de Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, o projeto Casa Aberta cumpre um papel fundamental na democratização do acesso à cultura e , ao longo das edições, formou um público diverso, incluindo pessoas que tiveram, pela primeira vez, contato direto com os escritores, suas obras e com a própria academia.

“Vejo um movimento da Academia em direção à busca dessa sustentabilidade financeira, desse desenvolvimento do setor literário, ampliando a visão e os espaços também de ocupação dessa literatura. Estão no caminho certo, ao desenvolver projetos e ideias novas para impulsionar essa produção literária para que ela seja ampliada e melhor distribuída”, avalia.

Casa Barão

A programação do projeto Casa Aberta é executada nos espaços internos e externos da Casa Barão. Tanto o prédio histórico, que é sede da AML, como a apresentação de artistas de Santo Antônio do Leverger remetem ao personagem histórico de Mato Grosso, Augusto João Manuel Leverger (1802-1880), também conhecido como Barão de Melgaço. Ele foi um militar francês naturalizado brasileiro, almirante, escritor, historiador e geógrafo. Foi presidente da província e um importante pesquisador da região, além de patrono do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e da Academia Mato-Grossense de Letras.

Fonte: Governo MT – MT

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2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras leva cidadania e serviços à comunidade de Palmarito

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Dezenas de pessoas estão sentadas em cadeiras plásticas sob uma grande tenda de lona. Elas olham para a câmera e acenam com uma das mãos levantadas. O chão é de terra batida.A comunidade de Palmarito, localizada no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira entre Brasil e Bolívia, a 594 quilômetros de Cuiabá, recebe os primeiros atendimentos da 2ª edição da Expedição Justiça Sem Fronteiras.

Promovida pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), por meio da Justiça Comunitária, a iniciativa leva cidadania, acesso à Justiça e serviços essenciais às populações que vivem em localidades remotas da região de fronteira. Palmarito marca o início da programação deste ano, com atendimentos até sexta-feira (12), na Escola Municipal Duque de Caxias.

Ao longo da expedição, os moradores terão acesso a atendimentos nas áreas de cidadania, orientação jurídica, saúde, assistência social, educação e outros serviços voltados à promoção da dignidade e da inclusão social.

Homem sorridente de barba grisalha, óculos de grau e boné bege escrito O coordenador estadual da Justiça Comunitária, juiz José Antonio Bezerra Filho, destaca que a expedição reafirma o compromisso do Poder Judiciário de levar cidadania e garantir o acesso a direitos às populações que vivem distantes dos grandes centros.

“Pelo segundo ano consecutivo, a Justiça Comunitária chega aos rincões de Mato Grosso por meio do Justiça Sem Fronteiras. Estamos na divisa entre Brasil e Bolívia levando serviços, dignidade e acolhimento à população. É uma satisfação ver o comprometimento de tantas instituições unidas para garantir que a Justiça e a cidadania alcancem quem mais precisa”, afirmou.

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O prefeito de Vila Bela da Santíssima Trindade, Jacob André Bringsken, ressalta a importância da iniciativa para as comunidades da região de fronteira.

Homem idoso, de pele clara e olhos azuis, veste uma camiseta verde-clara com o texto parcial “Quero agradecer ao Tribunal de Justiça por trazer a Justiça Comunitária para uma região que, muitas vezes, foi invisível aos olhos do poder público. Aqui vivem famílias que enfrentam dificuldades para acessar serviços básicos, e o Justiça Sem Fronteiras reúne diversas instituições em um só lugar, permitindo que muitas demandas sejam resolvidas de forma imediata. Palmarito e as demais comunidades atendidas recebem essa ação de braços abertos”, reforçou.

Próximas etapas da expedição

Após os atendimentos em Palmarito, a programação seguirá para o distrito de Santa Clara de Monte Cristo, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, nos dias 14 e 15 de junho. Os atendimentos serão realizados na Escola Estadual/Municipal Ponta do Aterro.

A expedição será encerrada no distrito de Vila Picada, no município de Porto Esperidião, nos dias 17 e 18 de junho. Nesta etapa, os serviços serão ofertados na Escola Municipal Dona Lila Hill de Souza.

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Em todas as localidades, os atendimentos serão realizados nos períodos matutino e vespertino, levando serviços de cidadania, orientação jurídica, saúde, assistência social e outras ações voltadas à promoção dos direitos da população.

Parceiros

A ação reúne magistrados, servidores e diversos parceiros institucionais em uma grande força-tarefa voltada ao atendimento da população. Entre os parceiros estão o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a Defensoria Pública, a Justiça Federal, a Receita Federal, a Caixa Econômica Federal, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), a Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), a Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), o Programa Imuniza Mais MT, entre outras instituições.

Autor: Emily Magalhães

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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