CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

MATO GROSSO

Secel realiza a sexta etapa regional dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses

Publicados

MATO GROSSO

Cerca de 800 estudantes, com idade entre 12 e 17 anos, da região esportiva Leste, começam a disputar os Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses, nesta sexta-feira (27.05), em Canarana. O município, distante 645 km da capital mato-grossense, sedia a sexta etapa regional das competições escolares promovidas pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

A abertura oficial do evento será às 19h, no estádio municipal Elídio Corbari, em Canarana. Com presença de público e autoridades, a solenidade é composta pela entrada oficial das delegações, hasteamento de bandeira, juramentos e acendimento do fogo simbólico.

As competições prosseguem até a próxima quarta-feira (01.06), nos ginásios Edemar Parzianello e Pedro Cancian, e nas quadras da Escola Estadual Paulo Freire e do Esporte Clube Canarana. Ao todo, 87 equipes masculinas e femininas competem nas modalidades basquete, handebol, futsal e vôlei, representando os municípios de Água Boa, Barra do Garças, Campinápolis, Canarana, Gaúcha do Norte, Nova Xavantina, Novo São Joaquim, Querência e Ribeirãozinho.

Nos Jogos Escolares, que abrangem estudantes de 12 a 14 anos, as equipes escolares campeãs em cada modalidade e gênero avançam para etapa estadual, que será realizada de 16 a 22 de julho, em Sorriso.

Leia Também:  Atividades guiadas no Parque Mãe Bonifácia resgatam importância de árvores nativas

Nos Jogos Estudantis, as disputas envolvem seleções municipais formadas por estudantes de 15 a 17 anos, sendo que as equipes campeãs regionais garantem vaga para a fase estadual, que acontece de 24 a 30 de julho, em Lucas do Rio Verde.

Para realizar as competições escolares mato-grossenses, a Secel-MT conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e do município-sede. As próximas etapas regionais serão sediadas nos municípios de Confresa, Várzea Grande, Pontes e Lacerda e Alto Garças. 

Fonte: GOV MT

Propaganda

MATO GROSSO

Quando um filho chama

Publicados

em

Foto vertical que mostra o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, sentado em seu posto no plenário do tribunal, olhando para o lado. Ele é um senhor branco, de cabelo e barba brancos, usando toga e óculos de grau.Há um instante pequeno, quase invisível, em que a paternidade se revela: um filho chama, e o pai decide se continua o que estava fazendo ou olha para ele e o escuta. É uma cena comum, dessas que os adultos deixam passar. A criança pode guardá-la por muito tempo.

No Dia dos Pais, é natural celebrar afeto, cuidado e dedicação. A data também deixa uma pergunta incômoda: quando nossos filhos pensarem em nós anos depois, do que se lembrarão? Talvez esqueçam o que lhes demos. Dificilmente esquecerão como se sentiram ao nosso lado.

Quem trabalha na Justiça conhece as consequências de vínculos que se romperam ou nunca chegaram a se formar. Processos de reconhecimento de paternidade, pensão alimentícia e convivência familiar trazem histórias marcadas por espera, conflito e ausência. A lei pode reconhecer o vínculo, exigir sustento e proteger direitos. Nenhuma decisão judicial, porém, consegue fazer um pai parar e ouvir o filho com interesse.

Nos processos de família, os autos registram as versões dos adultos, mas a infância continua enquanto o caso é analisado. A rapidez importa. O tempo de uma criança não espera o andamento do processo. Um ano de demora pode atravessar uma etapa inteira de sua formação e transformar distância em costume.

Leia Também:  Segunda fase de operação cumpre 12 mandados de prisão contra investigados por roubo de cargas em MT 

Nenhum pai sabe tudo, embora muitos sintam que deveriam ter respostas para tudo. O filho precisa se aproximar sem achar que está incomodando quando o pai trabalha, usa o telefone ou está cansado. É preciso ouvi-lo antes de responder, perceber quando o silêncio esconde alguma coisa e reconhecer os próprios erros. Uma tarde comum pode ficar na memória por décadas porque o pai interrompeu o que fazia e permaneceu ali.

Muitos homens receberam pouco dos próprios pais e acabam repetindo a única forma de convivência que conheceram: disciplina sem ternura e afastamento. Esse passado ajuda a explicar a dificuldade, mas não precisa determinar o próximo gesto. Um pai pode pedir perdão, aproximar-se sem discurso e aprender, mesmo tarde, a demonstrar afeto.

Nenhum filho convive com um pai perfeito. Convive com um homem que trabalha, se cansa, erra e às vezes chega tarde à conversa necessária. Um pai pode morar longe e continuar presente. Há homens que não geraram uma criança, mas assumiram seu cuidado. Ao reconhecer a falha, o pai pode reconstruir a relação. A indiferença repetida ensina o filho a não esperar.

Leia Também:  Motorista é condenada a pagar indenizações e pensão vitalícia por acidente com motociclista

Toda criança tem direito a sustento, proteção e convivência. Há uma necessidade que nenhum processo consegue medir: saber que sua existência importa para alguém. Quando encontra essa certeza no pai, o filho ganha segurança para enfrentar a vida e tem condições de não repetir com os próprios filhos as ausências com que cresceu.

Muitos filhos esquecerão o presente dado ao pai neste domingo. Anos depois, uma conversa na cozinha ou a tarde em que o pai percebeu que havia algo errado poderá voltar à memória com nitidez inesperada. Ninguém planeja essas lembranças. Elas surgem enquanto a vida comum acontece: o telefone deixado sobre a mesa e uma conversa sem pressa.

José Zuquim Nogueira

Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA