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Secel realiza plantões tira-dúvidas sobre editais de fomento e incentivo à cultura

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realiza nos dias 05, 06, 09 e 10 de maio plantões tira-dúvidas sobre os editais Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-grossense, Rede de Pontos de Cultura e Viver Cultura, lançados recentemente. Os encontros digitais são voltados para gestores da cultura e público em geral.

O primeiro plantão será nesta quinta-feira (05.05), às 15h, pela plataforma Google Meet, com os gestores municipais de Cultura de todo o Estado. Serão apresentados os processos de inscrição dos três editais. A proposta é contar com o apoio dos municípios na divulgação e ampliar a participação dos profissionais da cadeia produtiva da cultura de Mato Grosso. O link da reunião será encaminhado aos gestores.

Na sexta-feira (06.05), às 19h, os interessados poderão obter orientações sobre o edital Viver Cultura. A live será transmitida na página da Secel no Facebook. O edital vai selecionar 266 projetos nas categorias de criação e desenvolvimento de experiências artístico-culturais, ações formativas, práticas e vivências culturais, e circulação, mostras e festivais.

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Já os interessados no edital Rede de Pontos de Cultura poderão tirar dúvidas na próxima segunda-feira (09.05). A live será às 19h, na página da Secel no Facebook. A seleção pública visa incentivar projetos de manutenção e fomento de atividades culturais continuadas, desenvolvidas por instituições do terceiro setor. Serão selecionadas 40 propostas de projetos desenvolvidos nos espaços reconhecidos como Pontos de Cultura.

O último plantão será sobre o edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura, na terça-feira (10.05), às 19h, no Facebook da Secel. O edital vai selecionar 33 projetos de publicação de obras, 18 de fomento à leitura, e 22 projetos de incentivo à criação.

Os editais e anexos estão disponíveis no site da Secel-MT. As inscrições seguem abertas até 19 de maio.

Serviço

Plantões tira-dúvidas

– 05.05 (quinta-feira), às 15h, com gestores municipais de cultura, pelo Google Meet, sobre os três editais

– 06.05 (sexta-feira), às 19h, público em geral, pelo Facebook da Secel, sobre o edital Viver Cultura

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– 09.05 (segunda-feira), às 19h, público em geral, pelo Facebook da Secel, sobre o edital Rede de Pontos de Cultura

– 10.05 (terça-feira), às 19h, público em geral, pelo Facebook da Secel, sobre o edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura

Fonte: GOV MT

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Deficiência invisível: psicóloga do TJMT relata vivência com visão monocular

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A psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Giselle Ramos de Castilho Teixeira, convive desde a infância com a visão monocular, condição caracterizada pela perda da visão de um dos olhos. Apesar de a deficiência não ser perceptível fisicamente, ela relata que os desafios fazem parte da rotina e vão desde dificuldades de profundidade até a necessidade constante de reafirmar sua condição diante das pessoas.
Em continuidade às ações do Mês de Conscientização sobre Acessibilidade, a servidora destaca a importância de ampliar o debate sobre inclusão, acolhimento e respeito às pessoas com deficiências não aparentes, tanto no ambiente institucional quanto na sociedade.
Giselle conta que descobriu a deficiência ainda criança, de forma inesperada. “Eu fui brincar com as maquiagens da minha mãe e percebi que não enxergava de um olho para passar a sombra. Perguntei para minha mãe se ela também não enxergava de um olho e aí fomos descobrir a deficiência”, relembra.
Desafios diários
Segundo ela, uma das maiores dificuldades enfrentadas por pessoas com visão monocular é justamente a falta de compreensão da sociedade sobre uma deficiência que nem sempre possui características físicas aparentes. “Se eu não falar que sou uma pessoa com deficiência, ninguém percebe. Muitas vezes, a dificuldade da visão monocular é exatamente essa, as pessoas não acreditarem que você realmente tem uma deficiência”, afirma.
A psicóloga explica que a visão monocular afeta diretamente a percepção de profundidade, distância e visão lateral, tornando situações cotidianas mais desafiadoras. “Escadas são muito perigosas para quem tem visão monocular, porque a gente não consegue ter a mesma percepção de profundidade. Por isso, aquelas faixas coloridas nos degraus são tão importantes”, comenta.
Além das limitações práticas, Giselle destaca que o impacto emocional causado pela falta de compreensão sobre a deficiência também é significativo. “Muitas vezes, as pessoas julgam você como incapaz por causa da deficiência. Isso acaba trazendo problemas emocionais porque a própria pessoa começa a se sentir incapaz”, observa.
Acolhimento e inclusão
Para a psicóloga, inclusão vai além de adaptações estruturais e envolve, principalmente, acolhimento e reconhecimento da individualidade de cada pessoa. “Inclusão não é só colocar uma rampa ou um adesivo na escada. É olhar para a pessoa e mostrar que ela é importante, que ela tem sentimentos e que merece ser acolhida”, ressalta.
Ela avalia que o Poder Judiciário de Mato Grosso avançou significativamente nos últimos anos em relação às políticas de acessibilidade e inclusão, especialmente após a criação da Comissão de Acessibilidade e Inclusão. “Hoje existem ferramentas, adaptações, jornada especial e avanços importantes que fazem com que a pessoa com deficiência se sinta vista dentro da instituição”, destaca.
Giselle também lembra que a visão monocular foi reconhecida legalmente como deficiência visual pela Lei nº 14.126/2021, garantindo às pessoas com essa condição os mesmos direitos assegurados às demais pessoas com deficiência.
Mesmo assim, ela afirma que ainda existem dificuldades para o reconhecimento desses direitos. “Muitas vezes precisamos provar constantemente que temos uma deficiência, mesmo apresentando laudos. Nem sempre os nossos direitos são respeitados de forma automática”, pontua.
Segundo a psicóloga, ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão é essencial para construir ambientes mais humanos, empáticos e preparados para acolher diferentes realidades. “A deficiência não define uma pessoa. Antes de qualquer limitação, existe um ser humano que precisa ser respeitado, acolhido e compreendido”, conclui.
Pesquisa sobre acessibilidade
Como parte das ações desenvolvidas para o fortalecimento da política de inclusão, a Comissão de Acessibilidade e Inclusão do PJMT também promove uma pesquisa sobre as condições de acessibilidade nas unidades judiciárias e administrativas do Estado.
O levantamento é destinado a magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e credenciados(as), com o objetivo de identificar demandas, necessidades e possíveis barreiras enfrentadas no ambiente institucional.
A pesquisa segue aberta até o dia 30 de junho de 2026. Participe!

Autor: Emily Magalhães

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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