MATO GROSSO
Seciteci oferta cursos técnicos na área da saúde em diversas regiões de Mato Grosso
MATO GROSSO
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT) está com vagas abertas para cursos técnicos gratuitos na área da saúde, ofertados pelas Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) em diferentes municípios de Mato Grosso. As formações fazem parte do processo seletivo para o segundo semestre de 2026 e têm como objetivo ampliar a qualificação profissional no estado. Inscrições seguem disponíveis até o dia 3 de maio.
Ao todo, são ofertados cursos em áreas estratégicas como Enfermagem, Farmácia, Cuidados de Idosos e Saúde Bucal, com turmas no período noturno, com aulas teóricas e práticas.
De acordo com o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescancim, a oferta desses cursos reforça o compromisso com a formação de profissionais qualificados.
“Esses cursos representam oportunidades concretas de qualificação na área da saúde, formando profissionais preparados para atender às demandas da população. Essa oferta reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com uma educação profissional de qualidade, alinhada às necessidades do mercado de trabalho e, principalmente, ao fortalecimento dos serviços de saúde em todas as regiões do estado”, afirmou o secretário.
O curso técnico em Enfermagem será ofertado nos municípios de Cáceres, Cuiabá, Diamantino e também em Confresa, com cargas horárias que chegam a até 1.600 horas, incluindo estágio obrigatório supervisionado.
Já o curso de Farmácia será disponibilizado em Cáceres, com formação voltada para atuação em farmácias, drogarias e unidades de saúde. Na área de cuidado e assistência, o curso de Cuidados de Idosos, também ofertado em Cáceres, prepara profissionais para atuar no atendimento humanizado à população idosa.
Outra oportunidade é o curso técnico em Saúde Bucal, disponível no município de Sapezal, voltado à formação de profissionais para atuação em clínicas odontológicas e no sistema público de saúde.
Cada curso conta com oferta média de 40 vagas por turma, distribuídas entre ampla concorrência e políticas de ações afirmativas. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas de forma online. A seleção dos candidatos será feita por meio de sorteio eletrônico. O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 11 de junho, e o início das aulas está previsto para 21 de julho de 2026.
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Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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