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Segunda edição do Tricotando sobre Ouvidoria abordará uso da inteligência artificial para agilizar serviços

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O uso da inteligência artificial nas atividades de rotina das ouvidorias públicas. Este será o tema da segunda edição de 2025 do projeto Tricotando sobre Ouvidoria, diálogo online realizado trimestralmente pela Ouvidoria Geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Voltado aos líderes e servidores das ouvidorias públicas do estado e demais interessados, o encontro será no dia 17 de julho, das 9h às 12h, com transmissão ao vivo pelo canal do TCE-MT no YouTube e pela TV Contas (Canal 30.2).

O palestrante facilitador será o engenheiro Walter Aguiar, colaborador da Ouvidoria do TCE e estudioso do assunto. Ele promete exercitar o recebimento, tratamento e encaminhamento de uma manifestação de cidadão para demonstrar a utilidade da inteligência artificial e de ferramentas como o ChatGBT para agilizar o serviço e facilitar o trabalho nas ouvidorias, que em geral contam com equipes muito reduzidas ou até mesmo com um único servidor para dar conta das demandas.

Segundo o engenheiro, se o usuário souber definir as tarefas (prompter) pela ferramenta ChatGBT, por exemplo, a inteligência artificial vai, em segundos, a partir do texto da manifestação (chamado), classificar o pedido entre as várias modalidades (denúncia, reclamação, sugestão, solicitação etc), definir o destino (por exemplo, Secretaria de Saúde), elaborar o texto de encaminhamento para as respectivas unidades administrativas e elaborar a minuta da devolutiva ao cidadão. “As possibilidades são múltiplas, o importante é aprender a definir as tarefas na ferramenta”, antecipou.

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A Escola Superior de Contas, que supervisiona a realização da atividade, abriu o link de inscrição (clique aqui) para participantes interessados em receber certificado. A gravação e transmissão online do Tricotando sobre Ouvidoria será feita da Sala de Treinamento da Ouvidoria Geral. Na abertura, está programada a participação do ouvidor-geral, conselheiro Antonio Joaquim, e do superintendente regional da Controladoria Geral da União (CGU), Ricardo Plácido. A CGU é parceira do TCE nos projetos da Ouvidoria.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: [email protected]

Fonte: TCE MT – MT

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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