MATO GROSSO
Seleção define psicólogas habilitadas para atuação na Comarca de Juara
MATO GROSSO
A Comarca de Juara publicou o resultado final da seleção para profissionais de Psicologia e Fisioterapia. Duas candidatas foram habilitadas para a área de Psicologia, enquanto não houve aprovação para Fisioterapia. A medida permite a formação de cadastro para atendimento às demandas técnicas do Fórum.
O resultado consta no Edital 4/2026, assinado pelo juiz substituto e diretor do Foro, Marco Antonio Luz de Amorim, presidente da Comissão de Apoio ao Processo Seletivo. A seleção considerou a análise de documentos apresentados entre 3 de setembro e 3 de outubro de 2025, conforme previsto no edital anterior.
Psicologia
Foram habilitadas as candidatas:
Bruna Chormiak, classificada em primeiro lugar, com 9 pontos;
Angela Rodrigues da Costa, classificada em segundo lugar, com 2,5 pontos.
Outras três candidatas não foram habilitadas por ausência de documentos obrigatórios, como certidões negativas da Justiça Estadual e Federal, documentos de identificação e declarações exigidas no edital.
Fisioterapia
Na área de Fisioterapia, nenhuma candidata foi habilitada. As quatro inscritas deixaram de apresentar documentos essenciais, como o verso do diploma, certidões negativas criminais e declarações sobre o exercício de outras atividades profissionais.
Prazo para recurso
Candidatos que desejarem contestar a classificação final poderão apresentar recurso no prazo de dois dias úteis, contados da publicação do resultado no Diário da Justiça Eletrônico. Os pedidos serão analisados e decididos pelo juiz diretor do Foro.
O resultado foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) de quarta-feira (11 de novembro), páginas 9 e 31.
Autor: Adellisses Magalhães
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT


