MATO GROSSO
Sema oferta atendimento presencial sobre o Cadastro Ambiental Rural em Cuiabá
MATO GROSSO
A iniciativa faz parte das ações da Secretaria para aumentar as validações dos Cadastros Ambientais Rurais em Mato Grosso. Conforme a secretária adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto, o atendimento presencial é um anseio dos produtores e Sindicatos Rurais que está sendo atendido pelo órgão ambiental.
“Entendemos que os Mutirões Ambientais organizados pelos Sindicatos Rurais têm trazido um excelente resultado por possibilitar esse contato humanizado aos produtores interessados em regularizar a sua propriedade rural. Além de continuar com os mutirões no interior, queremos abrir ainda mais as portas da Sema para tirar dúvidas e possibilitar que os interessados possam sanar as pendências dos seus processos e avançarmos com as validações do CAR”, destaca a gestora.
O atendimento será de 30 minutos por pessoa, com o objetivo de que seja possível atender a todos os agendamentos no horário marcado, sem atrasos. Para a consulta de um número maior de cadastros, que leva mais de 30 minutos, o ideal é realizar mais de um agendamento.
Os canais de atendimento pelo WhatsApp (65 3613-7288), telefone (65 3613-7282/7267) e e-mail ([email protected]) continuam funcionando para os que preferirem o atendimento não presencial.
Serão atendidos proprietários rurais, responsáveis técnicos e representantes legais com procuração. Para agendar o seu atendimento, acesse o site e preencha os espaços com as informações solicitadas.
Veja o passo a passo para agendar o atendimento:
1. Acesse o link: https://calendar.app.google/pVUZzRoJJxQd5rts5
2. Clique no cartão de agendamento
3. Selecione data e horário
4. Preencha com os seus dados pessoais e indique o número do Simcar.
5. Indique se você é proprietário da área, responsável técnico do processo ou representante legal.
6. Clique em Reservar.
7. Pronto! Você verá a confirmação da reserva e receberá um e-mail confirmando a agenda
8. No dia e horário marcado compareça à sede da Sema na Rua C, s/n – Centro Político Administrativo, Cuiabá – MT.
Serviço
Atendimento presencial de 30 minutos para tirar dúvidas sobre o CAR
Início: Quarta-feira, 20/09
Horário de funcionamento: Segunda, Quarta e Sexta-feira, das 08h45 às 11h e das 13h às 17h.
Local: Rua C, s/n – Centro Político Administrativo, Cuiabá – MT
*Com supervisão de Lorena Bruschi
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT



