MATO GROSSO
SES realiza capacitação sobre arboviroses para médicos e enfermeiros da Atenção Primária de Lucas do Rio Verde
MATO GROSSO
Uma equipe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Mato Grosso (Cievs-MT), da Secretaria de Estado de Saúde (SES), capacitou médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde de Lucas do Rio Verde, entre segunda (28.4) e quarta-feira (30.4), para o correto manejo clínico e análise de risco das arboviroses e de vírus respiratórios.
A ação foi solicitada pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde ao Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública por Arboviroses e Vírus Respiratórios (COE-ArboVR), coordenado pela SES, devido ao alto número de casos e óbitos por dengue e chikungunya no Estado.
Foram treinados cerca de 80 profissionais que atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e no Pronto Atendimento Municipal (PAM).
O responsável técnico pelo Cievs, Menandes Alves de Souza Neto; o médico responsável pela Preparação e Resposta às Emergências em Saúde Pública, Roney Dias Damaceno; e a analista de sistemas que atua na Avaliação em Saúde e Emergências em Saúde Pública, Tatiana Helena Belmonte, foram para Lucas do Rio Verde para aprimorar a atuação dos profissionais de saúde do município.
“Enquanto no COE os dados são estaduais, aqui a minha apresentação foi focada nos dados específicos de Lucas do Rio Verde, que tem tendência de aumento nos casos de chikungunya e vírus respiratórios, ao contrário do Estado”, destacou Souza Neto.
Segundo o técnico do Cievs, a SES oferece ferramentas práticas para melhorar a vigilância, o diagnóstico e o tratamento dos pacientes. “É importante a manutenção das ações e a capacitação dos médicos e enfermeiros para evitar o aumento dos casos e óbitos na cidade”, informou.
De acordo com o Painel de Arboviroses da SES, Mato Grosso registrou 28.411 casos e 47 óbitos confirmados por chikungunya em 2025, além de 17.270 casos e 13 óbitos para dengue. Em Lucas do Rio Verde, foram registrados 129 casos por chikungunya, além de 116 casos e um óbito confirmado por dengue neste ano.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



