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Setasc abre inscrições para autistas assistirem partida entre Brasil e Zâmbia na Arena Pantanal

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) abriu, neste sábado (11.4), as inscrições para portadores da Carteira de Identificação do Autista (CIA) concorrerem a cinco ingressos para o jogo da Seleção Brasileira Feminina de Futebol contra a Zâmbia, com direito a dois acompanhantes. A partida será realizada no dia 14 de abril, às 21h30 (horário local), na Arena Pantanal, em Cuiabá.

A ação é desenvolvida por meio do Programa SER Família Inclusivo, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O confronto integra o torneio intercontinental FIFA Series, que reúne seleções de diferentes continentes e faz parte do ciclo de preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027.

Todos os beneficiários da CIA no Estado podem participar, sendo que a Setasc não se responsabiliza pelo transporte dos sorteados.

As inscrições seguem abertas até segunda-feira (13), às 14h, e devem ser realizadas por meio de formulário online aqui.

A orientação é que apenas pessoas que realmente tenham interesse e disponibilidade para comparecer ao jogo realizem a inscrição.

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O sorteio será realizado após o encerramento das inscrições. Em seguida, será feita a conferência dos dados para verificar se os contemplados possuem a Carteira de Identificação do Autista.

Após a validação, a equipe da Setasc entrará em contato com os sorteados. Em caso de desistência, novos sorteios serão realizados até o preenchimento total das vagas.

Carteira de Identificação do Autista

A Carteira de Identificação do Autista (CIA) é emitida gratuitamente pela Setasc e reúne informações essenciais da pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), como dados pessoais, contato de emergência e, quando necessário, informações do responsável legal ou cuidador.

O cadastro pode ser feito por meio do aplicativo MT Cidadão, tanto na versão digital quanto física. O prazo para emissão da carteira digital é de até cinco dias após o envio da documentação e aprovação pela equipe técnica. Já a versão física pode ser retirada em até 30 dias.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 98421-4080 / (65) 3613-5711 ou no site da Setasc.

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Fonte: Governo MT – MT

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MPMT cobra estudos sobre influência da UHE Manso na seca do Pantanal

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requereu à Justiça medidas para monitorar a influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Manso sobre a vazão do Rio Cuiabá e o ciclo natural de inundação do Pantanal. O objetivo é garantir a execução de estudos previstos em acordo judicial e reunir informações técnicas que permitam avaliar os impactos da operação da usina sobre áreas alagáveis, como as baías de Chacororé e Siá Mariana.
Na manifestação apresentada à Vara Especializada do Meio Ambiente, o MPMT destaca que a operação do reservatório de Manso é um dos fatores que precisam ser analisados diante do agravamento da seca na região pantaneira. Estudos citados no processo indicam que a regulação da vazão do Rio Cuiabá pode interferir no ciclo natural de cheias e vazantes, fenômeno essencial para a manutenção dos ecossistemas do Pantanal.
O Ministério Público ressalta que a UHE Manso não é apontada como a única responsável pela redução dos níveis de água no bioma. No entanto, defende que sua operação deve ser avaliada em conjunto com outros fatores que afetam o equilíbrio hídrico da região, como assoreamento, intervenções em cursos d’água, alterações na paisagem e eventos climáticos extremos.
Entre os pedidos apresentados à Justiça está a cobrança para que o Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) informem o andamento dos estudos previstos em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O documento prevê modelagens hidrológicas e hidrodinâmicas, definição de um hidrograma ecológico e simulações de cenários de liberação de vazão suplementar pela UHE Manso.
Segundo o MPMT, essas informações são fundamentais para definir estratégias voltadas à recuperação do pulso natural de inundação do Pantanal, processo responsável pela renovação dos ambientes aquáticos e pela manutenção da biodiversidade do bioma.
A manifestação também incorpora dados coletados durante a segunda etapa do Projeto Travessia Pantaneira, realizada em julho deste ano. Em audiências públicas, reuniões institucionais e diligências técnicas promovidas em comunidades pantaneiras, moradores, pescadores, ribeirinhos e quilombolas relataram dificuldades relacionadas à escassez de água e aos efeitos da estiagem prolongada.
Durante vistoria na Estrada-Parque Transpantaneira, integrantes do projeto identificaram áreas com ressecamento acentuado e alterações no fluxo natural das águas. O relatório técnico produzido pela equipe aponta a necessidade de aprofundar os estudos sobre os fatores que vêm influenciando a disponibilidade hídrica no Pantanal, incluindo a operação da UHE Manso.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a previsão de um novo período de seca associado ao fenômeno El Niño. Diante desse cenário, a instituição defende medidas preventivas e maior agilidade na conclusão dos estudos para subsidiar decisões técnicas relacionadas à gestão dos recursos hídricos do Rio Cuiabá e à operação da usina.
O pedido também prevê a apresentação de dados atualizados sobre as vazões afluentes e defluentes da UHE Manso, o nível do reservatório e as condições do Rio Cuiabá, especialmente na região de Barão de Melgaço. Para o Ministério Público, essas informações são essenciais para avaliar os impactos da operação da usina e orientar ações voltadas à preservação do equilíbrio hídrico do Pantanal.
A manifestação é assinada pela procuradora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini de Souza, coordenadora do Projeto Travessia Pantaneira; pelos promotores de Justiça Joelson de Campos Maciel, titular das 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cíveis de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital; Henrique Schneider Neto, da 1ª Promotoria de Justiça de Santo Antônio de Leverger; Mario Anthero Silveira de Souza Bueno Schober, da 1ª Promotoria de Justiça de Poconé; Adalberto Ferreira de Souza Junior, da 2ª Promotoria de Justiça de Poconé; Liane Amélia Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres; e Claudio Angelo Correa Gonzaga, da 1ª Promotoria de Justiça de Itiquira.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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