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Sinfra informa que não há interdições programadas no Viaduto da Sefaz nesta sexta-feira (10)

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) esclarece que não há previsão de qualquer interdição no Viaduto da Sefaz durante a execução das obras de implantação do Sistema BRT. Nesta sexta-feira (10.10), o trânsito permanecerá liberado no viaduto.

O que está previsto no cronograma de obras de implantação do modal é uma intervenção parcial na pista da Avenida do CPA, para instalação de tubos da nova rede de drenagem de águas pluviais, depois do cruzamento da via com a Avenida Juliano Costa Marques e em um trecho na lateral de acesso ao viaduto. O serviço é necessário para o avanço das obras do BRT, executadas pelo Consórcio Integra BRT, contratado pelo Governo do Estado.

A intervenção será realizada entre 8h e 17h, conforme solicitação da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá (Semob), para reduzir os impactos no trânsito durante os horários de pico.

Durante a execução, apenas uma faixa da pista (sentido Centro–Bairro) será interditada por vez, permanecendo a outra faixa livre para o tráfego. Desta forma, as alças de acesso ao Viaduto da Sefaz permanecerão totalmente abertas durante todo o período de obras.

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Na próxima segunda-feira (13.10), uma nova intervenção está programada na Rua B, entre o supermercado Comper e a loja Havan. Nesse ponto, as equipes também farão a travessia de tubulação de drenagem, com o mesmo sistema de bloqueio parcial: apenas uma faixa será escavada por vez, mantendo o fluxo de veículos liberado na outra. Porém, este serviço será executado pela concessionária Águas Cuiabá.

Essas ações fazem parte da etapa de implantação da rede de drenagem do Sistema BRT, que será responsável pela captação das águas de chuva em toda a extensão da Avenida do CPA.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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