MATO GROSSO
Site dos Juizados Especiais registra mais de 5 mil acessos em dois meses
MATO GROSSO
Em apenas dois meses, o site dos Juizados Especiais, lançado em junho de 2025, já ultrapassou 5 mil acessos em apenas dois meses. Disponível 24 horas por dia, a plataforma oferece praticidade e agilidade no atendimento à população.
Serviços mais procurados
De acordo com os dados consolidados, o serviço “Acompanhe sua solicitação” lidera a procura, com 2.538 acessos. Em seguida, aparece a opção “Consultar andamento processual”, que já registrou 1.026 buscas.
O chatbot integrado ao WhatsApp, que utiliza inteligência artificial para responder dúvidas, também teve destaque, com 706 atendimentos virtuais. Já o serviço “Entrar com um novo processo nos Juizados Especiais” foi acionado 607 vezes, e o SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão contabilizou 361 consultas.
Justiça mais próxima
A plataforma concentra os serviços da Secretaria Unificada e dos Juizados Especiais Cíveis de Cuiabá (1º, 2º, 4º e 6º) e de Várzea Grande (1º e 2º), substituindo o atendimento presencial ou por telefone por um modelo digital acessível 24 horas por dia.
O site foi implementado para facilitar a vida do cidadão e dos operadores do Direito. Em Mato Grosso, os Juizados Especiais representam mais de 30% de todos os processos que ingressam anualmente no Judiciário. A página é um espaço único que reúne informações e agiliza o acesso aos serviços.
Inclusão e inovação
O site foi desenvolvido com recursos de acessibilidade, incluindo contraste de tela, atendimento em Libras e navegação adaptada a pessoas com limitações visuais, auditivas ou motoras. O chatbot com inteligência artificial amplia a interatividade, permitindo que o usuário tire dúvidas e receba respostas automáticas sobre os serviços.
O site pode ser acessado em: https://servicosjuizados.tjmt.jus.br/
Autor: Dani Cunha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.
Fonte: Ministério Público MT – MT



