MATO GROSSO
TCE-MT bate recorde de medalhas em Olimpíadas dos Tribunais de Contas e já se prepara para receber evento
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Com recorde de medalhas, a delegação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) volta das Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (OTC) com a 9ª colocação no ranking geral do evento. O grupo marcou 881 pontos e finalizou a disputa, realizada em Natal (RN), com 9 medalhas de ouro, 5 de prata e 8 de bronze.
As 22 honrarias superam os números das últimas edições, já que em 2019, último encontro antes do período de recesso provocado pela Covid-19, os participantes trouxeram para casa 15 medalhas. Em 2018, foram 17 e, em 2017, ano da primeira participação do TCE-MT nos jogos, foram 10.
Diante disso, o chefe da delegação, conselheiro Sérgio Ricardo, falou sobre o desempenho das equipes e dos reflexos positivos nas rotinas da instituição. “O esporte torna os servidores muito mais unidos e, consequentemente, mais produtivos. Este foi um momento muito importante, participamos com uma delegação grande, e continuaremos em busca de mais títulos nas próximas provas.”
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O conselheiro também lembrou que a edição de 2023 da OTC acontecerá em Mato Grosso e que a Corte de Contas já se prepara para receber o evento. “Será a Olimpíada do Pantanal, quando o TCE-MT estará comemorando seus 70 anos de existência. Além de incentivar o esporte, fomentaremos a economia de Mato Grosso, movimentando hotéis, pontos turísticos, restaurantes e agências de turismo”, pontuou.
Já o presidente da comissão organizadora em Mato Grosso, Nelson Kawahara, agradeceu a todos os atletas pelo desempenho e comprometimento com a competição. “Cada um teve seu papel nos jogos e isso foi importante para chegarmos a esse resultado excelente. Também agradeço ao presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, pelo apoio incondicional para que pudéssemos chegar a essa pontuação.”
Organizada pela Associação Nacional Olímpica, Recreativa, Cultural e Social dos Tribunais de Contas do Brasil (ANOSTC), esta foi a maior Olimpíada em número de participantes, mais de 1,4 mil, desde o início dos jogos, em 2005. Desde a última edição, a delegação mato-grossense mais do que dobrou e o número de participantes chegou a 70 neste ano, o sexto maior do país.
Vale destacara que Mato Grosso inaugurou as premiações nas Olimpíadas com a primeira medalha de ouro do evento, conquistada por Florence Lima Verde, nos 5 km do atletismo. O estado também encerrou as premiações ao receber as duas últimas medalhas de ouro, entregues ao conselheiro Sérgio Ricardo e o servidor Anthonny, de Arruada, campeões na bocha.
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Florence também se destacou entre os atletas da Corte de Contas mato-grossense ao garantir o maior número de medalhas de ouro para o TCE-MT, tendo vencido as provas de atletismo nos 100 metros, 400 metros e corrida rua 5 km “Treino sempre, então isso já faz parte da minha rotina. Por isso considero que fui bempreparada para as Olimpíadas”, comentou.
As disputas reuniram representantes de 27 cortes de contas e do Tribunal de Contas da República do Uruguai distribuídos entre 23 modalidades: basquete, futsal, futebol society, futevôlei, voleibol, vôlei de praia, atletismo, beach tennis, bocha, boliche, corrida, natação, tênis de campo, tênis de mesa, tiro esportivo, pesca, sinuca, poker, dominó, damas, xadrez, truco e pebolim.
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A técnica de controle público externo do TCE-MT, Elaine Siqueira, participa pela terceira vez dos jogos, competindo na natação. “Também venho tentando participar das modalidades coletivas e estou aprendendo a gostar. Nosso desempenho tem melhorado a cada ano, devido ao entrosamento com a equipe. Isso reflete muito no dia a dia porque melhora o relacionamento e o esporte melhora a nossa saúde.”
Também é caso do auditor público de controle externo Humberto Farias Júnior, que competiu no tênis de mesa, beach tennis, futebol, vôlei e atletismo. “Começamos de uma forma mais amadora, com poucos atletas e pouco apoio, mas essa participação aumentou muito e consequentemente nosso rendimento melhorou também”, concluiu.
André Garcia Santana
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
Beatificação de Padre Nazareno transforma Jauru em novo destino de peregrinação religiosa
Lágrimas, orações, cânticos e manifestações de fé marcaram a manhã histórica de sábado (13.6), em Jauru, na cerimônia que oficializou a beatificação do padre Nazareno Lanciotti. Sob o sol forte do oeste mato-grossense, milhares de fiéis permaneceram por horas acompanhando a celebração de beatificação do missionário italiano, assassinado em 2001, reconhecido agora pela Igreja Católica como mártir da fé. Nem o calor intenso diminuiu a emoção de quem aguardava há mais de duas décadas por esse momento.
A celebração reuniu mais de 80 caravanas de diversas regiões de Mato Grosso e de outros Estados, além de autoridades civis e religiosas. Estiveram presentes o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado, parlamentares e representantes da Igreja Católica de várias partes do Brasil. O momento mais aguardado ocorreu quando o cardeal Dom João Braz de Aviz, enviado do Vaticano para representar o Papa Leão XIV, leu a carta apostólica que oficializou a beatificação.
“Concedemos que o venerável servo de Deus, Nazareno Lanciotti, mártir, missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano, seja doravante chamado Beato”, declarou o cardeal diante da multidão.
Mais do que um marco religioso, a cerimônia abriu uma nova perspectiva para Jauru. Com a beatificação, a cidade passa a integrar o mapa dos destinos de peregrinação católica e pode se consolidar como um importante polo de turismo religioso em Mato Grosso.
A expectativa da Igreja é que o fluxo de visitantes aumente nos próximos anos. Hoje, Jauru já recebe peregrinos atraídos pela história do padre Nazareno, pelo Movimento Sacerdotal Mariano e pelos locais ligados à sua trajetória. Com o reconhecimento oficial da Igreja, esse movimento tende a se intensificar.
Para o padre Diogo Monteiro, da Arquidiocese de Cuiabá, a beatificação coloca definitivamente o município no cenário nacional do turismo religioso.
“Jauru já era um lugar de peregrinação. Todos os anos, os fiéis vinham por causa da história do padre Nazareno e da espiritualidade mariana. Agora, com a beatificação e com as relíquias do beato preservadas aqui, a tendência é que esse movimento cresça ainda mais”, afirmou.
Segundo ele, muitas pessoas que chegaram para a cerimônia nunca haviam visitado a cidade. “A beatificação colocou Jauru e também Mato Grosso no cenário do turismo religioso. Muita gente está conhecendo a cidade pela primeira vez e descobrindo toda a história construída aqui”, disse.
Os locais ligados ao beato já formam uma espécie de roteiro de fé para os visitantes. Entre eles estão a Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, onde está a urna com os restos mortais do beato; o Memorial Beato Nazareno Lanciotti; o Santuário Imaculado Coração de Maria; o Hospital Nossa Senhora do Pilar; o Lar dos Velhinhos Imaculado Coração de Maria; além da Sala do Martírio, do bosque e de outros espaços que preservam sua memória.
A transformação de Jauru em destino de peregrinação encontra respaldo na própria história do sacerdote italiano que chegou à região na década de 1970. Durante quase três décadas, padre Nazareno permaneceu na mesma paróquia, dedicando-se não apenas à evangelização, mas também à criação de obras sociais, projetos educacionais e ações voltadas ao atendimento dos mais vulneráveis.
O cardeal Dom João Braz de Aviz destacou que a relevância do reconhecimento vai além do aspecto religioso.
“Se a gente olha Jauru quando ele chegou e o que é hoje, pode notar não apenas o crescimento da Igreja, mas também o crescimento humano e social proporcionado por ele. Basta ver as obras sociais que ficaram”, afirmou.
O legado permanece vivo na memória dos moradores que conviveram com o sacerdote. Um deles é Adilson Barbosa dos Santos, conhecido como Pio, que foi coroinha do padre Nazareno e hoje atua como ministro da Igreja Católica.
Visivelmente emocionado ao lembrar do antigo pároco, ele recordou a convivência iniciada ainda na infância.
“Tudo o que existe aqui na igreja, o asilo, tantas obras, têm a marca dele. Ele doou a vida por essa cidade. Eu fui coroinha do padre Nazareno e depois recebi dele o convite para ser ministro. Foi um sonho realizado.”
Para Pio, a beatificação representa também uma oportunidade de desenvolvimento para Jauru.
“Eu acredito que a cidade deu um grande passo. O padre Nazareno fez muito por nós e creio que Jauru vai crescer ainda mais com esse reconhecimento.”
Entre os milhares de fiéis presentes estava a controladora interna Bárbara Nathalia Nogueira Garnica Rocha, que visitou Jauru pela primeira vez especialmente para acompanhar a cerimônia.
“A figura do padre Nazareno nos mostra que a devoção mariana nos leva a amar ainda mais Jesus Cristo. Estar aqui hoje é muito significativo. É um evento grandioso, o primeiro desse tipo em Mato Grosso, acontecendo praticamente no quintal de casa”.
Embora a beatificação represente a conclusão de uma etapa importante, para a Igreja ela também pode ser o início de um novo caminho. O próximo passo possível é a canonização, que transformaria o beato em santo.
Rumo à santificação
Amigo da família Lanciotti e autor de um livro sobre sua trajetória, o italiano Ivaldo Riva acompanha o processo há anos e acredita que a devoção popular ao beato será fundamental para essa nova fase.
Ele próprio atribui ao padre Nazareno uma experiência que considera milagrosa. Após sofrer uma hemorragia cerebral e passar por uma cirurgia complexa em 2017, disse ter recorrido à intercessão do sacerdote.
“A emoção de todo esse processo está ligada a essa experiência que vivi. Sempre acreditei na santidade do padre Nazareno”, contou.
Segundo ele, a beatificação foi construída não apenas por documentos e investigações, mas também pela fé das pessoas que mantiveram viva a memória do sacerdote durante mais de duas décadas.
“Uma coisa que sempre me impressionou foi perceber que já existia um culto popular. As pessoas vinham rezar, visitar o túmulo, manter viva a lembrança dele. Isso foi muito importante para a beatificação.”
Agora, a expectativa é que a devoção cresça ainda mais. Se um milagre for oficialmente reconhecido pelo Vaticano por intercessão do beato Nazareno Lanciotti, o missionário que dedicou a vida a Jauru poderá dar o próximo passo rumo aos altares da Igreja Católica, transformando a cidade que escolheu para viver e morrer em um dos mais importantes centros de peregrinação religiosa do Centro-Oeste brasileiro.
Fonte: Governo MT – MT





