MATO GROSSO
TCE-MT capacita auditores de controle externo sobre auditoria operacional
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| Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
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| Conselheiro do TCE-MT Waldir Teis destacou que a auditoria operacional amplia o olhar do TCE-MT sobre a gestão pública. Clique aqui para ampliar |
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou, nesta terça-feira (9), a capacitação interna voltada aos auditores públicos externos sobre o tema “Auditoria Operacional”. O curso, realizado na Escola Superior de Contas, segue até quinta-feira (11) e tem como base a 2ª edição do Manual de Auditoria Operacional do TCE-MT, atualizada e publicada neste ano pela PubliContas para adequação às normas internacionais.
Na abertura da capacitação, o conselheiro do TCE-MT Waldir Teis destacou que a auditoria operacional amplia o olhar do Tribunal sobre a gestão pública. “Tradicionalmente avaliamos os gastos, mas a auditoria operacional permite medir a qualidade da aplicação dos recursos. É papel do Tribunal de Contas avaliar, não somente os números, mas os reflexos dos projetos para a sociedade”, afirmou o conselheiro, que é supervisor da Escola Superior de Contas.
Ministrada pelos auditores públicos externos Lidiane Anjos Bortoluzzi e Marcelo Pereira da Silva, a capacitação busca desenvolver competências para avaliar a economicidade, eficiência, eficácia e efetividade das políticas públicas e programas governamentais.
Ao longo dos três dias, os participantes trabalharão temas como princípios gerais da auditoria operacional, controle de qualidade, seleção de temas, levantamentos preliminares, planejamento, execução, elaboração de relatórios, divulgação e monitoramento.
Além de conduzir o curso, Lidiane Anjos Bortoluzzi foi responsável pela produção e atualização do Manual. Ela explicou que a revisão era necessária para acompanhar o novo marco referencial das Normas Internacionais das Entidades Fiscalizadoras Superiores (ISSAI).
“As principais atualizações trazidas pela nova edição são justamente a flexibilidade, a escuta de diferentes perspectivas e a produção de relatórios equilibrados, que destaquem também boas práticas e resultados positivos. Isso muda a nossa forma de pensar, pois não buscamos apenas erros, mas também exemplos que possam inspirar outros gestores”, pontuou.
No primeiro dia de atividades foram abordados os princípios, além do panorama geral das etapas da auditoria operacional, que serão detalhadas ao longo do curso: seleção de temas, planejamento, execução e confecção do relatório. Os alunos também foram convidados a compartilhar suas experiências, trocar informações e desenvolver atividades práticas para fixação do conteúdo.
Para Marcelo Pereira da Silva, a auditoria operacional é um instrumento estratégico do controle externo. “Prevista na Constituição Federal, ela avalia o desempenho de políticas, programas e ações públicas, promovendo aperfeiçoamentos e mudanças de realidade para a sociedade”, disse.
Participante da capacitação, o auditor Jefferson Filgueira Bernardino ressaltou a importância do curso para ampliar a atuação dos servidores. “Diferentemente da auditoria de conformidade, que tem caráter sancionatório, a auditoria operacional foca na melhoria da qualidade das políticas públicas e dos serviços prestados à população. É uma atuação que traz resultados práticos e perceptíveis para os cidadãos”, avaliou.
O curso integra a estratégia da atual gestão do TCE-MT, presidida pelo conselheiro Sérgio Ricardo, para fortalecer a capacitação contínua de servidores e gestores públicos, reforçando seu compromisso com um controle externo de qualidade, além de contribuir com a melhoria da gestão pública de todo estado.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561
Fonte: TCE MT – MT
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Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
Fonte: Ministério Público MT – MT



