MATO GROSSO
TCE-MT e UFMT definem ações para continuidade de projetos em 2023
MATO GROSSO
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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Equipes técnicas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) se reuniram, nesta quinta-feira (2), para alinhar estratégias e dar continuidade à sua bem-sucedida parceria em 2023. Na ocasião, foi definido um cronograma de trabalho voltado à capacitação.
O diálogo, entre representantes da Escola Superior de Contas e da Fundação Uniselva, garantirá a continuidade do planejamento estratégico da gestão do presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, seguindo o que foi determinado pelo supervisor da Escola, conselheiro Waldir Teis.
Foi o que explicou o coordenador-geral da Escola, Marcos José da Silva. De acordo com ele, atualmente há sete projetos já definidos entre as instituições, o que resultará em outros encontros ao longo do ano e garantirá sua execução. “Esta foi uma reunião ampliada. Chamamos as duas equipes para debater o aprimoramento de alguns projetos e não perdermos nada, mesmo diante das situações novas que vão surgindo durante a execução. Pudemos, por exemplo, estabelecer um cronograma de trabalho, que vai ser muito importante para o andamento das ações.”
| Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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O coordenador do convênio, professor Alexandre Martins dos Anjos, falou sobre a importância da visão do presidente José Carlos Novelli, que desde o início da gestão vem investindo em inovação, ciência, tecnologia e pesquisa. “A Universidade conta com ações de ensino, de pesquisa e extensão e ali a gente tem várias oportunidades para fazer um trabalho entre os professores e alunos envolvendo o Tribunal de Contas. Isso se dá por meio de ações pedagógicas e de capacitação na área de gestão de conhecimento e inovação”.
Desde 2010 o TCE-MT e a UFMT mantêm parceria, o que possibilitou avanços em diferentes áreas, incluindo a realização de projetos voltados à tecnologia da informação, programa de estágio e consultoria aos municípios, por meio do Programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE).
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
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Fonte: TCE MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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