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TCE-MT lança dois novos módulos no Sistema Radar de Controle Público para monitoramento da segurança e gastos com pessoal

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) lançou dois novos módulos no Sistema Radar de Controle Público: o Radar Segurança Pública e o Radar Pessoal. O Radar Segurança Pública disponibiliza informações detalhadas sobre investimentos realizados no setor, incluindo recursos voltados à infraestrutura, programas de vigilância e equipamentos. Já o Radar Pessoal permite o acompanhamento da folha de pagamento, cargos e quadro de servidores, dando mais clareza sobre os gastos com pessoal dos fiscalizados.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o órgão tem buscado constantemente ampliar a transparência e aproximar o cidadão da gestão pública. “Estamos colocando o cidadão no centro da fiscalização. Com esses dois novos painéis, abrimos mais uma frente de controle em temas críticos para a população”, afirmou. 

O secretário-executivo de Tecnologia da Informação (SETI), Reginaldo Hugo Szezupior dos Santos, ressaltou que os novos módulos fazem parte do processo de transformação digital do Tribunal. “O Radar representa um salto na integração de dados públicos. Os novos módulos não apenas promovem transparência, mas são instrumentos essenciais para que gestores e auditores ajam de forma mais rápida e eficaz”, pontuou. 

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Já o subsecretário de Sistemas da SETI, Rodrigo Matos Medeiros, enfatizou o esforço técnico necessário para viabilizar os lançamentos. “Transformamos conjuntos de dados complexos e dispersos em informações estruturadas e acessíveis. Isso exigiu integração tecnológica, rigor na segurança da informação e um compromisso coletivo. O Radar Segurança Pública e o Radar Pessoal refletem esse esforço, oferecendo confiabilidade e real valor para a sociedade.”

As ferramentas permitem ao cidadão visualizar de forma clara como os recursos públicos estão sendo aplicados em segurança e pessoal, incentivando o controle social e promovendo o aperfeiçoamento da gestão pública em Mato Grosso.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
Telefone: 3613-7561

Fonte: TCE MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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