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TCE-MT passa por auditoria externa para manutenção de certificados ISO 9001 e 50001

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Foto: Danilo Lobato/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) passa por auditoria externa referente à manutenção dos certificados NBR ISO 9001:2015 e ABNT NBR ISO 50001. A avaliação, realizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), teve início nesta segunda-feira (24) e considera o cumprimento de exigências sobre oito produtos. 

O trabalho é focado nos resultados obtidos ao longo de um ano. “O Tribunal já é certificado há algum tempo, então a auditoria tem o rigor de olhar efetivamente se os requisitos estão sendo cumpridos, se há aderência e o que está construindo nesta linha contínua que a norma propõe”, explicou o auditor responsável, José Eduardo Rodrigues.

A avaliação se estende até quinta-feira (27) e leva em consideração o grau de responsabilidade de toda a equipe envolvida e, ao final, o resultado do fomento aos processos que recebem as duas certificações. 

Vale destacar que o TCE-MT é certificado com o selo ISO 9001 desde 2012, tornando-se referência entre as instituições públicas do Brasil. “Isso gera muito valor. Também se destaca o fato de que o planejamento estratégico está alinhado com as normas, o que traz grandes resultados. É por isso que o TCE-MT é diferenciado no Brasil”, afirma José Eduardo. 

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Embora a validade dos selos seja garantida até 2024, a auditoria acontece anualmente, assegurando o padrão de qualidade dos processos.  

Para a gerente do Sistema de Gestão de Energia (SGE), Débora Farah, os bons índices apresentados pela Corte de Contas também resultam de uma cultura que vai além do status da certificação. “Chegamos a um patamar elevado então agora trabalhamos pensando no que mais pode ser feito para irmos além”, explica.

Em setembro o TCE-MT realizou auditoria interna do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e do SGE. O resultado, apontado como positivo, foi apresentado em reunião com secretários, gestores, gerentes de processos certificados ISO e chefes de núcleos, com o objetivo de prepará-los para a auditoria externa.

Certificações 

 O reconhecimento da excelência dos produtos oferecidos pelo TCE-MT engloba o Plenário Virtual, o Diário Oficial de Contas (DOC), o Gerenciamento de Prazos e Sistematização das Atividades (SGP), o Controle da qualidade das informações inseridas no Sistema Geo-Obras, o Sistema de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (SPE), a Auditoria Informatizada de Contas Anuais de Governo e o Radar de Controle Público. 

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Além disso, único órgão público do Brasil a possuir a certificação ISO 50001, o TCE-MT implementou e mantém o Sistema de Gestão de Energia, que tem o propósito de permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar continuamente seu desempenho e consumo energético.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: [email protected]
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Fonte: TCE MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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