MATO GROSSO
TCE-MT reúne especialistas e gestores no seminário Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase
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Líder da produção agropecuária, com recordes nas exportações de commodities, Mato Grosso enfrenta uma contradição que desafia sua riqueza: o estado tem a maior taxa de detecção de hanseníase do país, com quase 4 mil casos registrados em 2024. Em busca de soluções para mudar essa realidade, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) realiza, nos dias 4 e 5 de novembro, o seminário “Construindo Ações para Mato Grosso Livre da Hanseníase”. Clique aqui para se inscrever.
O combate à doença é uma das principais bandeiras do presidente do órgão, conselheiro Sérgio Ricardo, que vem buscando estratégia para melhorar os índices sociais do estado e solucionar problemas como este. Fruto desta atuação, em parceria com a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (COPSPAS), liderada pelo conselheiro Guilherme Antonio Maluf, o seminário trará ao TCE-MT autoridades, especialistas e gestores da saúde para debater o tema.
“Os índices alarmantes são agravados pela desigualdade social do estado, já que o avanço da doença tem relação com a falta de acesso à saúde e saneamento básico. Não podemos admitir essa situação em um dos estados mais ricos do país. Somos campeões na produção de soja, milho, algodão e carne, mas também somos os campeões em hanseníase. Não é possível que um estado com essa riqueza não consiga resolver uma doença do tempo de Cristo”, asseverou o conselheiro-presidente.
Na mesma linha, Guilherme Antonio Maluf, destaca a importância da mobilização contra a hanseníase. “Temos que construir uma solução junto à sociedade civil organizada, às instituições públicas e universidades no sentido de tirarmos nosso estado desse ranking vergonhoso. A construção desse trabalho tem que ser a muitas mãos”, afirmou o presidente da Comissão.
Maluf, que é médico, fará a palestra magna na abertura do evento, que contará com o conselheiro presidente, Sérgio Ricardo, com o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Alencar, com a pesquisadora da Organização Colibri para o Desenvolvimento da Saúde Única, Vera Lúcia de Andrade, e com o médico sanitarista e diretor do Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Gestão (IDAG), Nésio Fernandes de Medeiros Júnior. Na ocasião, Nésio também lançará o livro “Hanseníase no Brasil: Mato Grosso em Foco”.
Ao longo do primeiro dia, os painéis irão abordar temas como aspectos gerais da endemia da hanseníase; proposição de agendas para o cuidado integral dos pacientes; novas tecnologias e técnicas de detecção e diagnóstico e serviço de média e alta complexidade no tratamento e reabilitação dos pacientes, dentre outros.
Já no dia 5 de novembro, será apresentado painel sobre a condução da política de ensino, pesquisa e educação permanente sobre hanseníase. Em seguida, haverá a mesa-redonda “Desafios e propostas de ações estratégicas para Mato Grosso Livre da Hanseníase”, na qual especialistas e participantes irão elaborar um plano de ação com metas que deverão ser implementadas no estado.
Acompanhe tudo aqui.
* Aviso de privacidade: Conforme o disposto no artigo 6º, VI, da LGPD, o TCE-MT informa que é o responsável pelo controle e tratamento dos dados do evento acima citado.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta sexta-feira (9)
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.
As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
Fonte: Governo MT – MT




