MATO GROSSO
Tecnologias com inteligência artificial fortalecem práticas pedagógicas na Rede Estadual de Ensino
MATO GROSSO
A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso vem ampliando, ao longo dos últimos anos, o uso de tecnologias educacionais com recursos de inteligência artificial (IA). As ferramentas são utilizadas com objetivos pedagógicos, sob supervisão dos profissionais da educação e em alinhamento às diretrizes curriculares.
Atualmente, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) disponibiliza para estudantes e professores das 630 unidades escolares da rede ferramentas digitais com recursos de IA. O uso ocorre de forma transversal, integrado a projetos, eletivas, itinerários formativos e às ações de Educação Digital.
Segundo a Seduc, a inteligência artificial em sala de aula é utilizada como recurso de apoio ao trabalho pedagógico. O professor segue como responsável pela condução do processo de ensino-aprendizagem, pela validação dos conteúdos e pela avaliação formativa dos estudantes.
Para estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, a rede utiliza a plataforma Letrus, voltada ao desenvolvimento da escrita. A ferramenta oferece devolutivas estruturadas e apoio à revisão textual, enquanto o professor permanece responsável pela análise qualitativa, mediação pedagógica e correção das avaliações dissertativas e formativas.
Professor de Língua Portuguesa da Escola Estadual Leovegildo de Melo, em Cuiabá, Diego Silva destaca que a inteligência artificial tem contribuído como uma ferramenta de apoio em suas aulas, auxiliando na organização de textos e ideias, além da revisão de conteúdos.
“Nas aulas de Língua Portuguesa, a IA também ajuda a explorar diferentes formas de organização das atividades, seja auxiliando na construção de uma sequência didática mais lógica, considerando a necessidade de trabalhar com os três eixos da disciplina (Análise Linguística, Literatura e Produção de Texto), seja na elaboração de propostas interdisciplinares”, explicou.
Segundo ele, as ferramentas de inteligência artificial devem ser utilizadas como suporte ao trabalho docente, sem substituir o papel do professor, e sempre de forma crítica, responsável e consciente. “Para os estudantes, é importante aprender a utilizar essas ferramentas como apoio pedagógico, avaliando as informações, questionando respostas geradas e desenvolvendo o próprio pensamento”, completou.
Ainda de acordo com Diego, um dos principais benefícios da IA é a ampliação das possibilidades de aprendizagem, além de otimizar o tempo de preparação das aulas.
“Encontrei nas IAs uma forma de otimizar o tempo na elaboração dos Planos Educacionais Individualizados (PEIs) dos alunos Público-Alvo da Educação Especial (Paede). Como esses estudantes precisam de atividades adaptadas, a IA se torna uma aliada no planejamento e na adaptação das atividades de acordo com as especificidades de cada aluno”, destacou.
Entre os recursos disponibilizados pela Seduc para a rede estadual de ensino também estão as ferramentas do Google for Education, que integram inteligência artificial ao ambiente educacional institucional. Entre elas, o Gemini, utilizado como apoio à organização de ideias, produção orientada de conteúdos e planejamento pedagógico.
Outra ferramenta é o NotebookLM, que auxilia na análise de documentos, síntese de informações e aprofundamento de estudos a partir de materiais previamente selecionados pelos professores.
A estudante da 3ª série da Leovegildo de Melo, Ana Júlia Souza, destacou a importância de integrar a tecnologia ao processo de aprendizagem. “Ter acesso aos meios tecnológicos pelo Chromebook, que é disponibilizado pela escola, facilita muito o entendimento e ajuda a gente a conhecer um pouco de tudo”, afirmou.
Ela também ressaltou que o uso dessas ferramentas contribui para uma melhor organização do tempo e amplia as possibilidades de estudo. “Hoje em dia essas tecnologias são essenciais, e poder utilizá-las para os estudos e outras atividades é muito importante para o conhecimento e para a pesquisa no geral”, completou.
Para a Seduc, a política educacional do Estado também contempla ações de Educação Midiática e Letramento Digital, garantindo que os estudantes compreendam o funcionamento básico dos modelos de inteligência artificial, seus riscos e benefícios, princípios éticos, combate à desinformação e o uso responsável das tecnologias digitais.
Fonte: Governo MT – MT
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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT



