MATO GROSSO
Tenente do Corpo de Bombeiros reforça proibição de uso do fogo e penalização a infratores
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Em um bate-papo com os jornalistas Elisete Mengatti e José Lucas Salvani, o tenente do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), Isaac Wihby, pontuou as medidas adotadas pelo Estado para coibir incêndios florestais e descreveu a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
“Dentro das cidades, o uso do fogo é crime o ano todo. Cabe detenção e multa, conforme a Lei de Crimes Ambientais. Sabemos que é um costume muito antigo, mas isso precisa ser mudado. Já na zona rural, o uso do fogo é permitido apenas quando há autorização da Secretaria de Meio Ambiente, com exceção do período proibitivo. Quando é comprovada a ação intencional do homem, é aplicada a multa e o infrator é penalizado”, explica o tenente.
“Em 2023, aplicamos já em torno de R$ 78 milhões de multas em todo o Estado. É uma medida de ‘conscientização’ forçada. Se a pessoa não aprende que é crime o uso irregular do fogo com nossas ações de conscientização, ela vai aprender sentindo onde mais dói: no bolso”, acrescentou.
Durante o bate-papo, o tenente destaca os investimentos feitos pelo Governo do Estado. Somente em 2023, são R$ 77,4 milhões para o combate dos crimes ambientais, um aumento de 29% em relação ao ano passado, quando era R$ 60 milhões.
“Nos últimos anos, é perceptível um investimento massivo do Governo de Mato Grosso contra os incêndios florestais e queimadas irregulares, como a disponibilização de veículos e novas tecnologias, realização de capacitações. Tudo isso é fundamental para que tenhamos formas de resolver esse grande problema que são os incêndios florestais. No fim, quem ganha é a população e a natureza”, afirma.
Fonte: Governo MT – MT
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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos
Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.
Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.
Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.
Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.
Autor: Nadja Vasques
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]


