MATO GROSSO
TJMT abre Semana da Justiça pela Paz em Casa e instala Banco Vermelho contra violência doméstica
MATO GROSSO
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realiza, na próxima segunda-feira (09), às 9h30, a solenidade de abertura da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, campanha nacional voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. Durante o evento também será realizada a instalação do Projeto Banco Vermelho, iniciativa simbólica de conscientização sobre a gravidade da violência contra a mulher.
A solenidade ocorrerá na entrada de acesso ao estacionamento dos desembargadores, no Palácio da Justiça, em Cuiabá, e contará com a presença da coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), desembargadora Maria Erotides Kneip.
O Banco Vermelho é um símbolo internacional de alerta e reflexão sobre o feminicídio e a violência de gênero. A iniciativa busca chamar a atenção da sociedade para a importância da denúncia, da prevenção e do enfrentamento desse tipo de crime.
Durante a cerimônia também será lançada a campanha institucional “Eu Digo Basta!”, promovida pelo Núcleo de Atendimento a Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de Mato Grosso – “Espaço Thays Machado”.
A Semana da Justiça pela Paz em Casa é promovida nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mobiliza tribunais de todo o país para intensificar o julgamento de processos relacionados à violência doméstica, além de fortalecer ações de conscientização e prevenção.
Serviço:
O que: Abertura da 32ª Semana da Justiça pela Paz em Casa e instalação do Projeto Banco Vermelho
Quando: 09 de março de 2026 (segunda-feira), 09h30
Onde: Entrada de acesso ao estacionamento dos desembargadores – Palácio da Justiça
Autor: Roberta Penha
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



