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TJMT capacita servidores sobre inventário de gases de efeito estufa e ações de descarbonização

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Nesta quarta-feira (27 de agosto), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) abriu as atividades do curso “Elaboração, Gestão e Manutenção do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) – Teoria e Prática”. A capacitação, que segue até sexta-feira (29), é oferecida a servidores do Núcleo de sustentabilidade, Grupo de Trabalho de Descabonização (GTD), composto por diversas unidades administrativas, além de servidores das comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Cáceres, Sorriso e Barra do Garças. O objetivo é formar servidores para elaboração do de inventários próprios de GEE, ferramenta estratégica para a gestão ambiental.

O curso surge em um momento importante para o Judiciário, já que em novembro de 2024 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução nº 594, que instituiu o Programa de Descarbonização do Poder Judiciário. A norma exige que todos os Tribunais elaborem inventários anuais, adotem medidas de mitigação e realizem compensações para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.

Em julho de 2025, o Tribunal publicou o primeiro inventário de emissões de GEE, com ano base 2024, que comtemplou os 94 prédios da instituição.

Nesse cenário, a gestora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Jaqueline Schoffen, destacou que a capacitação é fundamental para que a instituição avance no cumprimento das metas estabelecidas pelo CNJ.

“No final do ano passado, em novembro de 2024, o CNJ nos trouxe um desafio que foi a Resolução 594, onde ela prevê o Plano de Descarbonização do Poder Judiciário. Então, todos os Tribunais precisariam cumprir metas com relação à descarbonização”.

Jaqueline explicou ainda que, além de disseminar conhecimento sobre o tema, de formar servidores aptos a realizar o próximo inventário, dando autonomia, o curso auxiliará no alinhamento sobre a gestão dos dados necessários à elaboração do inventário. “No primeiro inventário realizado esse foi um ponto que trouxe impacto, já que alguns dados não eram armazenados, pois não era relevante para instituição, a exemplo das informações sobre a substituição de gases dos aparelhos de ar condicionado. A partir da exigência do inventário, a gestão deste dado precisará ser feita, para total assertividade.”

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O treinamento é conduzido pelo gestor público e pesquisador em sustentabilidade, Mário Viggiano, que já coordenou iniciativas reconhecidas nacionalmente, como o Programa Carbono Menos do Senado Federal. Ele ressaltou que a proposta é descentralizar o conhecimento, preparando não apenas servidores da sede, mas também os agentes de sustentabilidade que atuam nas comarcas do interior.

“Nós estamos fazendo uma formação dos servidores para que possam ter condições de elaborar os inventários de gases de efeito estufa. Isso é essencial porque temos um grande desafio no Judiciário, que é atender a Resolução 594 do CNJ, que fala sobre as metas de descarbonizar por completo o Judiciário”, destacou.

Na avaliação de Viggiano, o inventário é a peça-chave para compreender o impacto das atividades do Judiciário no meio ambiente e planejar ações de redução e compensação.

“O inventário é o levantamento da quantidade de gás carbônico que a organização emite. Na medida em que aprendemos a quantificar, também entendemos os processos de emissão e os impactos no efeito estufa. A partir daí, precisamos atuar em duas frentes: reduzir ao máximo e compensar aquilo que não for possível evitar. A compensação pode vir, por exemplo, do plantio de árvores ou de projetos de reflorestamento”, acrescentou.

Entre os servidores que participam da capacitação, muitos destacam o impacto pessoal e profissional do aprendizado. Para a agente sustentável da Comarca de Cáceres, Tatiana Rodrigues Barbosa de Sousa Ribeiro, o curso amplia a consciência sobre o papel de cada um na preservação do planeta.

“Quando falamos em sustentabilidade, pensamos no que é duradouro, no nosso sonho de ter algo permanente para nossas vidas. Mas não se trata apenas de pensar na nossa casa, e sim no planeta, no espaço coletivo. A resolução do CNJ vem justamente para comprometer os Tribunais com o futuro. Em 200 anos, conseguimos antecipar problemas climáticos que levariam milhões de anos para se manifestar. O planeta está em caos, e temos pouco tempo para reverter”, destacou.

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Tatiana lembrou ainda que o aprendizado adquirido ao longo da capacitação fortalece a atuação prática dos servidores em cada comarca, conectando a realidade local às metas globais.

“A Agenda 2030 da ONU estabeleceu metas para reduzir impactos ambientais, e o Judiciário precisa assumir esse compromisso. Acredito que até sexta-feira sairemos bem instruídos. Conhecimento adquirido nunca é demais, ainda mais em um tema tão urgente”, disse.

Outro ponto destacado é a participação de áreas que têm forte peso nas emissões do TJMT, como a Divisão de Transportes. O chefe do setor, Dilmar Figueiredo de Almeida Junior, destacou que a capacitação é especialmente importante para as unidades diretamente ligadas ao consumo de combustíveis.

“O curso está sendo muito bom e muito importante para todas as áreas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. No caso da Divisão de Transportes, ele é de suma importância, porque é uma das divisões que mais impacta no plano de descarbonização. É uma área muito sensível”, ressaltou.

Para ele, a mensagem do treinamento é clara: cada ato do dia a dia tem reflexo direto no alcance das metas ambientais.

“É essencial que todos compreendam que cada medida, cada ato importa no resultado final do plano de logística sustentável do Tribunal de Justiça de Mato Grosso”, concluiu.

Autor: Flávia Borges

Fotografo: Eduardo Guimarães

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Fórum discute Novo Plano Nacional com base no resultado anterior

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Integrantes do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape) se reuniram na tarde desta quinta-feira (7), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, para discutir os índices de conclusão do plano educacional anterior em Mato Grosso e as estratégias de monitoramento do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Esta foi a primeira reunião do fórum em 2026.Instituído pela Lei nº 15.388, sancionada em 14 de abril, o novo PNE estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação brasileira no período de 2026 a 2036. Com a aprovação do plano nacional, estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos decenais, alinhados às novas diretrizes.A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fiape, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição. Na abertura, ele destacou a necessidade de levantar a situação atual dos planos estadual e municipais, a fim de definir o ponto de partida para o acompanhamento das políticas educacionais ao longo da próxima década. “Precisamos saber exatamente de onde o estado e os 142 municípios estão saindo para que seja possível exigir o cumprimento progressivo das metas e estratégias previstas”, afirmou.Segundo o promotor, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso atuará de forma rigorosa e dialogada na fiscalização do novo PNE, com o objetivo de evitar a repetição do histórico de descumprimento observado em planos anteriores. “A Lei nº 15.388 será, pelos próximos dez anos, o principal instrumento de controle, monitoramento e aperfeiçoamento das políticas públicas educacionais no estado e nos municípios”, ressaltou.Miguel Slhessarenko Junior também enfatizou a importância da transparência para garantir o controle social. “É fundamental ampliar a divulgação dos dados, indicadores, monitoramentos e avaliações. A preocupação é acompanhar o plano desde o início, para que não cheguemos ao final do período com metas não cumpridas, como já ocorreu anteriormente. Não basta celebrar o novo plano; é preciso engajamento contínuo para monitorar e cobrar resultados”, completou.Durante o encontro, foram apontadas como prioridades para o acompanhamento metas relacionadas à ampliação de vagas em creches e à universalização da pré-escola; à garantia da qualidade da educação infantil; à alfabetização e ao aprendizado adequado em matemática até o segundo ano do ensino fundamental; à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio na idade regular; à ampliação do acesso e da permanência na educação especial ao longo da vida; e ao fortalecimento da participação e do controle social na gestão democrática da educação pública.Na sequência, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Guelda Andrade, entregou ao promotor de Justiça um documento técnico com indicadores educacionais detalhados da rede estadual e dos municípios mato-grossenses. Elaborado pelo sindicato, o material pretende subsidiar os debates sobre a implementação e a avaliação das metas do novo PNE. Ela destacou que o financiamento da educação é um eixo central para o cumprimento das metas e a garantia da qualidade do ensino, ressaltando que os avanços dependem diretamente da valorização dos profissionais da educação e da melhoria da infraestrutura física das unidades escolares.O encontro também contou com apresentações de séries históricas de dados e análises sobre desafios e expectativas para o novo PNE, feitas por representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT), de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), Municipal de Educação de Cuiabá (SME), Municipal de Educação de Várzea Grande (SMECEL) e Municipal de Educação de Barão de Melgaço.Representando a Seduc-MT, a professora Maria Cláudia Maquêa Rocha destacou avanços e desafios no monitoramento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE), ressaltando que Mato Grosso possui um modelo diferenciado, com vigência de 12 anos, que deve expirar em junho de 2026. Ela apresentou resultados e obstáculos e enfatizou a importância de consolidar um sistema de governança e monitoramento robusto, capaz de superar fragilidades históricas na coleta de dados, especialmente na área da educação inclusiva.O representante da Seciteci-MT demonstrou que Mato Grosso registra um crescimento expressivo na oferta de educação profissional técnica, passando de atendimento em 35 municípios, em 2024, para 109 cidades em 2026, resultado de parcerias estratégicas. No entanto, pontuou que, apesar do avanço territorial, o setor ainda enfrenta dificuldades para atrair e remunerar profissionais altamente especializados para atuar como docentes.Antes da apresentação dos dados, o município de Cuiabá destacou que a capital enfrenta desafios significativos para atingir metas cruciais de atendimento, operando sob restrição orçamentária. “Esperamos construir um plano melhor para Cuiabá e para a nossa população”, afirmou a representante da SME. Já a representante de Várzea Grande enfatizou a importância de um monitoramento contínuo, a fim de evitar que a gestão se limite apenas à análise de dados retroativos.A representante de Barão de Melgaço destacou as especificidades do município ribeirinho e os desafios impostos pela realidade geográfica, social e econômica da região, onde grande parte da população depende do transporte fluvial. Entre as dificuldades apontadas estão a inviabilidade de formação de turmas regulares, o que leva à adoção de salas multisseriadas.A vereadora Michelly Alencar reafirmou seu compromisso com a educação em Cuiabá ao participar do fórum, ocasião em que cobrou soluções urgentes para os problemas de infraestrutura e o déficit de vagas em creches e no ensino integral da rede municipal. Segundo ela, a superação dos baixos índices educacionais é essencial para o alcance das metas estabelecidas e para a promoção de mudanças concretas na realidade social. “A educação é a nossa esperança de uma sociedade melhor”, afirmou.A reunião contou ainda com a presença de representantes do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara Municipal de Cuiabá, do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinprotec), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Conselho Municipal de Educação (CME), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Estadual dos Estudantes (UEE).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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