MATO GROSSO
TJMT doa bens inservíveis à UCAMB e reforça compromisso com a responsabilidade socioambiental
MATO GROSSO
Reforçando o compromisso com a gestão responsável do patrimônio público e com o interesse coletivo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou a transferência de bens móveis inservíveis à União Cuiabana de Associações de Moradores de Bairros (UCAMB). A iniciativa foi formalizada no dia 18 de setembro de 2025, por meio do Termo de Doação nº 09/2025, publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE).
Representado pelo presidente, desembargador José Zuquim Nogueira, o TJMT repassou à UCAMB itens como mesas, cadeiras, murais, biombos, refrigeradores, armários, estações de trabalho, prateleiras, CPUs, monitores, bebedouros, fragmentadoras de papel, micro-ondas e outros equipamentos inservíveis.
A doação foi autorizada com fundamento na Lei Federal nº 14.133/21 (art. 76, inciso II, alínea “a”) e na Portaria TJMT/PRES. nº 355/2023-C.ADM, que atualiza o Marco Regulatório e regulamenta a administração do patrimônio do Poder Judiciário Estadual.
O instrumento jurídico também determina que os bens sejam utilizados exclusivamente para o fim social declarado. Caso isso não ocorra, a entidade deverá devolvê-los ou indenizar o valor correspondente em até 60 dias. A alienação dos itens é expressamente proibida.
Sustentabilidade e reaproveitamento
A ação integra a política permanente do PJMT de sustentabilidade administrativa, econômica e ambiental. O Tribunal desenvolve diversos projetos que estimulam a redução de resíduos, a reciclagem e a reutilização de materiais.
Entre as iniciativas está o Programa de Recondicionamento de Equipamentos Eletrônicos (Recytec), realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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MP recomenda suspensão de novos pacientes em clínica de reabilitação
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá) recomendou a suspensão imediata da admissão de novos pacientes no Centro de Tratamento Vida Serena Premier após identificar indícios de irregularidades no funcionamento da unidade. A medida foi adotada no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar supostas irregularidades na clínica, que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química. As investigações começaram após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso. A apuração integra ações do projeto Escuta Pró-Ativa, coordenado pela ouvidora-geral do MPMT, procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, que realiza visitas técnicas para verificar as condições de atendimento em unidades de acolhimento e tratamento. Neste ano, o projeto já promoveu fiscalizações em penitenciárias de Cuiabá e Várzea Grande, além de comunidades terapêuticas e clínicas localizadas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Durante as inspeções, relatórios técnicos apontaram possíveis inconsistências entre o licenciamento da unidade e as atividades efetivamente desenvolvidas no local. Em inspeção realizada na instituição, foram identificados cerca de 43 pacientes acolhidos. Também foram constatadas possíveis inadequações estruturais e indícios da realização de procedimentos típicos de unidades médico-hospitalares. De acordo com a promotoria, a fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) constatou que a unidade realiza internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. O relatório também apontou incompatibilidades entre os serviços prestados e o licenciamento sanitário então vigente, além de outras inconformidades administrativas e técnicas. O Ministério Público também constatou, durante a inspeção, a ausência de licença sanitária válida para o funcionamento da clínica. Conforme o procedimento, o alvará anteriormente apresentado perdeu a vigência e, até o momento, não houve comprovação da obtenção de uma nova autorização. Para o promotor de Justiça Leandro Volochko, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a proteção dos pacientes. “Nosso objetivo é resguardar a saúde e a segurança das pessoas acolhidas enquanto os órgãos competentes analisam a regularidade do funcionamento da unidade e das atividades desenvolvidas no local”, destacou. Além da recomendação para suspender novas internações, a Promotoria requisitou informações sobre os pacientes atualmente acolhidos e determinou o envio de ofícios à Vigilância Sanitária e ao CRM-MT para a realização de novas fiscalizações.
Fonte: Ministério Público MT – MT



