MATO GROSSO
TJMT é parceiro de congresso sobre tecnologia e empreendedorismo jurídico
MATO GROSSO
Magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) marcarão presença no III Congresso Estadual de Inovação e Empreendedorismo Jurídico – Inova ADV Experience 2025, que será realizado nos dias 23 e 24 de outubro no auditório do Complexo dos Juizados Especiais, em Cuiabá.
O evento é promovido pelo Instituto Mato-grossense de Advocacia Network (Iman) em parceria com o TJMT, e tem como proposta fomentar a integração entre o Poder Judiciário, a advocacia e o setor empresarial, em um ambiente voltado à inovação, tecnologia e empreendedorismo jurídico.
Conteúdo estratégico e palestrantes renomados
A programação do Inova ADV Experience 2025 contará com palestras e painéis sobre inovação tecnológica, gestão jurídica, novos modelos de negócios e transformação digital no Direito.
A palestra magna de abertura será conduzida por Marcílio Drummond, que abordará o tema “Como usar a Inteligência Artificial com estratégia, ética e resultado”, trazendo reflexões práticas sobre o uso da tecnologia na advocacia e no Judiciário.
Dentre os temas abordados estarão também:
· Inovação e tecnologia no campo;
· Modernização e protagonismo jurídico;
· Gestão estratégica de marketing jurídico;
· Justiça na era digital;
· Liderança e conexão.
Parceria institucional e vagas destinadas ao TJMT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é parceiro institucional do evento e busca, com essa colaboração, fortalecer a cultura da inovação e da modernização entre magistrados, servidores e operadores do Direito.
Para incentivar a participação, foram disponibilizadas 40 vagas gratuitas para magistrados(as) e servidores(as) que tenham interesse. As inscrições podem ser realizadas por meio do link institucional: https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa5-0a58-d024-08de0a5d49f6
Autor: Vitória Maria Sena
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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