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Trabalho em rede é a melhor estratégia na erradicação da violência doméstica, afirma Maria Erotides

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A palestra “Implementação da Rede de Proteção e Combate a Violência Contra a Mulher” foi proferida pela desembargadora Maria Erotides Kneip durante o 1º Encontro Mato-Grossense dos Conselhos Municipais do Direito da Mulher, realizado em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), quarta-feira (31).
 
“A melhor estratégia para erradicar a violência contra a mulher é a Rede de Enfrentamento. Eu não vejo outra saída. O trabalho das instituições do Poder Público e do Sistema de Justiça, isolados, não conseguiram até hoje resolver esta problemática. Precisamos de um trabalho articulado, em rede, já está mudando a realidade no Estado de Mato Grosso, a exemplo do trabalho realizado em Sinop”, avaliou a magistrada.
 
“Reunimos autoridades de todo o Estado em prol de executar políticas públicas para mulheres um passo importante para a sociedade mato-grossense na defesa e proteção das nossas mulheres”, declarou a presidente da APDM, Scheila Pedroso, que também é primeira-dama e secretária de Assistência Social de Sinop.
 
Cerca de 500 pessoas entre gestores, conselheiro de Direito da Mulher e toda a Rede de Proteção da Mulher participaram da atividade. O evento teve a finalidade de capacitar os participantes para a regularização dos Conselhos Municipais da Mulher e Fundo da Mulher nos 141 municípios mato-grossenses. Além disso, fechou a programação da campanha Agosto Lilás, promovida em parceria entre o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Sinop (CMDM) e a Rede de Enfrentamento e Combate a Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, com apoio da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios (APDM) e Prefeitura de Sinop.
 
Maria Erotides representou a Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), órgão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) responsável pela elaboração e execução de políticas públicas no âmbito do Judiciário mato-grossense, além de articular com outros setores ações de fortalecimento das Redes de Enfrentamento municipais.
 
“Trazer esse debate para o interior é de enorme importância, pois a realidade da Capital é completamente diferente de todas as outras cidades. Se os conselhos municipais estiverem estruturados como a lei determina vão fazer proposições que enfrentem verdadeiramente a violência contra mulher”, disse ao elogiar a realização do evento no nortão do Estado.
 
O evento ainda contou com a palestra: Estruturação e Criação dos Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher proferida pela procuradora do Estado, Glaucia Amaral; Incentivo à Implantação da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e/ou Criação de Coordenadorias da Mulher, com a secretária adjunta da Secretaria da Mulher de Cuiabá, Elis Prates; O papel da Polícia Civil no Enfrentamento à Violência Contra a Mulher , da delegada coordenadora do Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica e Sexual de Cuiabá, Jannira Laranjeira; Criação do Fundo da Mulher e Fontes de Financiamento, com a advogada Bruna Luiza Soares de Souza.
 
Agosto Lilás – Campanha nacional de conscientização, prevenção e combate à violência doméstica contra a mulher, com objetivo divulgar informações sobre a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), que completou 16 anos da criação.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Imagem 1 – Foto horizontal colorida da desembargadora concedendo entrevista. 
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Decisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia

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A pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Justiça determinou o acolhimento institucional de dois irmãos em situação de vulnerabilidade em Primavera do Leste, além da fixação de alimentos provisórios a serem pagos pelo genitor. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível do município após atuação da 2ª Promotoria de Justiça Cível.O caso chegou ao Judiciário após acompanhamento realizado pela rede de proteção, que identificou sucessivas situações de risco envolvendo as crianças. Conforme os relatórios encaminhados aos autos, os menores estavam sob os cuidados da avó paterna, pessoa idosa que não reunia condições físicas e cognitivas adequadas para garantir a assistência necessária, enquanto o pai não aderiu aos acompanhamentos psicológico e psicossocial indicados pelos órgãos responsáveis e apresentava participação limitada nos cuidados dos filhos.Diante do agravamento do quadro e do insucesso das medidas extrajudiciais adotadas, o MPMT ingressou com pedido de medida protetiva visando assegurar os direitos fundamentais das crianças. Na ação, o Ministério Público destacou a persistência da situação de vulnerabilidade, as dificuldades de acompanhamento escolar, psicológico e de saúde, além da inexistência, naquele momento, de familiares aptos a assumir a guarda.A Justiça reconheceu a situação de risco decorrente da omissão parental e deferiu a medida protetiva de acolhimento institucional, considerada excepcional e provisória, com o objetivo de garantir a proteção integral dos irmãos até que seja avaliada a possibilidade de reintegração familiar ou outra medida adequada.Além do acolhimento, a decisão fixou alimentos provisórios em favor das crianças no valor correspondente a 60% do salário mínimo vigente, a serem pagos de forma rateada entre os genitores. O magistrado ressaltou que o acolhimento institucional não afasta o dever legal de sustento dos filhos, obrigação inerente ao poder familiar e prevista na legislação brasileira.Para o promotor de Justiça Matheus Pavão de Oliveira, titular da 2ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste, a medida reforça a prioridade absoluta conferida à proteção de crianças e adolescentes. “Quando todas as alternativas de proteção e fortalecimento familiar se mostram insuficientes para cessar uma situação de risco, o acolhimento institucional pode se tornar necessário para garantir a integridade e o desenvolvimento da criança”, destacou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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