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Tribunal de Justiça de MT participa de Festival Nacional de Laboratórios de Inovação do Judiciário

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O Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, InovaJusMT, esteve presente no maior evento do segmento, o Festival Nacional de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (Fest Labs) 2022, realizado na Escola Judicial do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Esmape/TJPE), em Recife, entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro.
 
Com uma grande estrutura e a presença de cerca de 450 pessoas inscritas e 800 circulando nos dois dias, representando 86 órgãos da Justiça, tribunais estaduais, regionais eleitorais e federais, regionais do trabalho e cortes superiores, o evento foi uma verdadeira troca de novidades, conhecimento e projetos que diversos laboratórios de inovação estão desenvolvendo no judiciário brasileiro.
 
O Diretor-Geral da Esmape, desembargador Francisco José dos Anjos Bandeira de Mello, disse que o Judiciário enfrenta um grande desafio, o de acompanhar as mudanças inerentes ao tempo acelerado da sociedade. “Temos que decidir nesse tempo acelerado, sem abrir mão do juízo de certeza. Se espera, portanto, de nós como Judiciário, reflexão, amadurecimento, paciência e pressa. Os centros de inovação, na minha ótica, são a ponta de lança desse exército, que está abrindo e cada vez mais irá abrir caminho para que o Judiciário vá se adequando. Nós, que viemos de uma tradição de estruturas estanques, às vezes até um pouco herméticas, e precisamos nos adaptar a essa modernidade fluída, líquida, como diria Bauman e nos transformar em estruturas mais plásticas, mais adaptáveis, mais maleáveis, mais capacitadas para responder a esse tempo acelerado da vida moderna”, disse o diretor da Esmape, citando o sociólogo e filósofo polonês, Zygmunt Bauman.
 
O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo, pontuou o quando o Judiciário mudou e se adaptou nos últimos dois anos. “Nós éramos provavelmente o setor mais atrasado em termos de informática e hoje , com certeza pelo menos no serviço público, somos os mais avançados, sem dúvida nenhuma e ainda podemos avançar mais, colaborando mutuamente. Não adianta que um Estado, a ou b, seja uma ilha de excelência se o vizinho não tem acesso a essa mesma inovação. Precisamos trocar essas experiências, aprender, colaborar e com isso fazer aquilo que nos une, fazer mais, mais rápido, melhor e atender e prestar serviço ao povo”.
 
A Coordenadora do InovaJus MT, juíza Viviane Brito Rebello, reitera a fala do desembargador Figueiredo, afirmando que toda inovação é feita para o ser humano. “O que quer que a gente pense, precisamos ter em mente que é para melhorar a vida dos cidadãos, da sociedade, das pessoas que trabalham no Judiciário. A gente sempre fala muito em tecnologia, mas dito isso, tudo que for pensando em tecnologia, tem que estar a serviço do ser humano”.
 
Na mesma toada, o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Cláudio Mascarenhas Brandão, salientou a importância em observar a singularidade da pessoa humana na construção da tecnologia. “Não podemos deixar de observar que tudo isso que nós fizemos, na estrada que construímos até hoje e o que faremos a partir de agora só tem um sentido. Se nós pensarmos no cidadão brasileiro. Tecnologia não é etérea, algoritmo não é algo artificialmente construído, existe sempre o fator humano na origem e no destino e se nós não pensarmos que este valor humano deve estar presente em tudo aquilo que nós fizermos, em todos os avanços do judiciário, nada disso terá sentido”.
 
O assunto também foi tema das palestras: “Acesso ao Judverso: comunicação e propósito”, com Jotapê (João Paulo Malara) e “Check-in no Judverso: reconstruindo o Judiciário de dentro pra fora”, com Renan Hannouche e Dante Freitas, cofundadores da comunidade Gravidade Zero, consultoria que realiza estudos sobre criatividade humana e corporativa.
 
O evento contou ainda com a futurista Letícia Setembro, que falou sobre o que queremos para o futuro do judiciário com a palestra: “Check-in no Judverso: vamos falar de futuro?”. 
 
O FestLabs teve 10 oficinas e 15 estandes expostos nos dois dias expondo projetos, como o estande do TJMT, onde foi apresentado os trabalhos que o espaço vem desenvolvendo, além de uma mini versão impressa de um dos mais importantes projetos do InovaJusMT, o Manual de Linguagem Clara e Direito Visual.
 
O assunto é tão importante que outros dois laboratórios realizaram oficinas sobre Visual Law e Linguagem Simples, como o Labee9, do Tribunal de Justiça de Rio Grande do Sul.
 
“Muitas ideias que a gente vinha tendo, alguns tribunais já estão desenvolvendo e outras ideias vieram durante o evento. Tivemos muitos insights e teremos muito trabalho para desenvolver. Foi muito importante esta oportunidade de conhecer tantas experiências, trocar ideias e conhecer tantos bons projetos realizados em todos em outros tribunais e que podemos trazer para o nosso tribunal e também contribuir com outros tribunais, através dos nossos projetos do InovaJusMT e com isso trazer melhorias nos serviços e atendimentos que dependem de nós, para melhorar a prestação jurisdicional”, sinalizou a coordenadora do InovaJusMT.
 
O estande do TJMT teve mais de 200 visitas e distribuiu todos os Mini Manuais de Linguagem Clara e Direito Visual que estavam disponíveis. “Muitos contatos foram estabelecidos para falarmos dos projetos que estamos desenvolvendo. O Direito Visual é uma iniciativa que vários tribunais estão desenvolvendo, uns iniciando, outros mais avançados, e com certeza o que já desenvolvemos irá auxiliar outros tribunais e, também, traremos melhorias para o nosso projeto com o que vimos no evento”, disse a magistrada, pontuando ainda que volta para Mato Grosso com a bagagem a cabeça cheia de ideias e projetos, para melhorar o trabalho internamente e ajudar os cidadãos.
 
Josiane Dalmagro/Fotos: Armando Arton (assessoria Esmape)
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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