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Tribunal leva Feira da Saúde ao Fórum de Cuiabá com atendimento a servidores e cidadãos

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 A 3ª edição da Feira da Saúde, realizada pelo Programa Bem Viver do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) foi realizada no Fórum de Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (23) e envolveu atendimentos e oferta de diversos serviços a magistrados (a), servidores (a) além de cidadãos e cidadãs que circulavam pelo saguão da unidade.
 
Quem entra no Fórum da Capital precisa passar pelo olhar criterioso da 3ª sargento Jaqueline Targueta, responsável pela segurança da maior Comarca de Mato Grosso. Apesar do trabalho sério que exige postura firme, ela mantém o sorriso no rosto ao abordar os visitantes que devem passar pelo detector de metais. A profissional conta que o segredo é poder cuidar da saúde física e mental, oportunidade que ela teve durante a Feira da Saúde.
 
“Amei a possibilidade de ter esse acolhimento que, no cotidiano, nem sempre é possível, vamos nos esquecendo de olhar para nós mesmos. Esse projeto traz o movimento de se olhar, de se cuidar. É fundamental parar para pensar na saúde”, afirmou.
 
Muitas vezes quem precisa ir até o Fórum, seja advogado ou cidadão e cidadãos que são parte em processo, está emocionalmente sensibilizado, uma vez que possui uma demanda a ser atendida pelo Judiciário. Na oportunidade, foi oferecido o serviço de Avaliação do Nível de Ansiedade, seguidos de outras possibilidade de terapia que ajudam a aliviar as tensões.
 
A psicóloga Giselle Ramos Teixeira explica que o método utilizado na avaliação consiste na aplicação de um questionário baseado na Escala de Hamilton. A pessoa preenche os itens com intensidade de 0 a 4 e, a partir das respostas, é feita uma avaliação.
 
“Verificamos como a pessoa está se sentindo naquele momento, pois ela pode estar com algum nível de ansiedade por um acontecimento. Dependendo do nível, podemos dar algum encaminhamento para psicólogo, médico ou alguma outra área”, esclareceu.
 
Servidores que atuam no Fórum também aproveitaram para terem cuidados com a saúde mental. É o caso da analista Raquel Guimarães Farias. Ela avalia que na época do final do ano o cansaço fica mais evidente para todos e quem está na linha frente do atendimento ao público, precisa de um olhar especial sobre a ansiedade.
 
“Eu mesma já tenho histórico de ansiedade e faço acompanhamento. Então, procuro sempre ficar atenta, pois sei que isso atrapalha o sono e quem está no atendimento ao público sente que o nível de tolerância e paciência pode também ser afetado. Precisamos estar bem para prestar um bom serviço à sociedade, até porque lidamos com problemas das pessoas. Cada processo tem vidas por trás. A demanda é sempre alta”, contou.
 
Etiane Cristina Andrade, enfermeira e líder do Programa Bem Viver disse que as edições anteriores da Feira da Saúde teve a participação de muitos servidoras e servidoras, mas nessa edição a programação foi estendida ao público que frequenta o Fórum.
 
“Nesse momento, considerando o retorno das atividades após a crise da pandemia de Covid-19, entendemos ser mais do que necessário trazer a feira aqui para o Fórum da Capital. Esperamos que participem e aproveitem. Visitantes do Fórum podem participar também. É um ambiente onde as pessoas circulam aqui, muitas vezes, com alguma questão de saúde e podem aproveitar para se cuidar”.
 
Entre os cuidados oferecidos estavam aferição de pressão arterial, auriculoterapia, avaliação do nível de ansiedade, bioimpedância, fisioterapia analítica articular, longevidade saudável, optometrista e serviços de manutenção e limpeza de óculos, orientações odontológicas, orientações sobre saúde do homem, quick massagem, teste de glicemia capitar, teste de rastreio da função renal, utilização de óleos essenciais e ventosaterapia. Na programação também foram incluídas ações sobre o Novembro Azul, com distribuição de material educativo sobre a saúde do homem.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto colorida na qual aparece o saguão do Fórum de Cuiabá. No entorno da imagem estão mesas onde os profissionais da saúde estavam atendendo. Imagem 2: Foto colorida onde aparece a policial militar que atua na segurança do Fórum. Ela está sentada enquanto uma profissional aplica auriculoterapia em sua orelha. Imagem 3: Foto colorida onde parece uma mesa com uma placa à frente escrito Avaliação do Nível de Ansiedade. À mesa está uma mulher que preenche o formulário e uma psicóloga a orientando.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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TAC garante encerramento de lixão e recuperação ambiental

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Querência, firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no dia 31 de agosto, com o Município para garantir uma solução definitiva para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, o encerramento do antigo lixão municipal e a recuperação ambiental da área degradada.A atuação ministerial teve início em 2013, quando foi instaurado inquérito civil para apurar irregularidades no gerenciamento e na destinação final dos resíduos sólidos no município. Naquele mesmo ano, vistoria realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) constatou a disposição inadequada de resíduos em lixão a céu aberto, sem impermeabilização do solo, com infiltração de chorume, ocorrência de queimadas e presença de catadores no local.Mesmo após diversas tentativas de resolução extrajudicial, a situação persistiu. Diante disso, o Ministério Público ingressou, em 2020, com uma ação civil pública visando interromper a disposição irregular dos resíduos, assegurar a destinação ambientalmente adequada e promover a recuperação da área degradada.Nos últimos anos, o município passou a encaminhar os resíduos sólidos urbanos para um aterro sanitário licenciado localizado em Água Boa, medida que representou um importante avanço na política de gestão de resíduos. Contudo, segundo o MPMT, a mudança da destinação final não elimina os passivos ambientais acumulados ao longo de décadas de utilização do lixão, tornando necessárias ações para o encerramento técnico da área e sua recuperação ambiental.Foi nesse contexto que o Ministério Público e o Município construíram uma solução consensual voltada à reorganização da política municipal de resíduos sólidos. O TAC estabelece obrigações específicas, responsáveis, cronograma de execução, mecanismos de fiscalização e prazos para a implementação das medidas.Entre as ações previstas estão o encerramento definitivo do lixão, a elaboração de diagnóstico ambiental e do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), a regularização e o licenciamento da estrutura de transbordo dos resíduos, a manutenção da destinação final em aterro sanitário licenciado, o fortalecimento da coleta seletiva, a inclusão socioprodutiva dos catadores, o desenvolvimento de ações de logística reversa e a avaliação da sustentabilidade econômico-financeira dos serviços de limpeza urbana.O acordo também prevê a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar para coordenar e acompanhar a execução das medidas, além do cumprimento de etapas condicionadas aos processos de licenciamento e aprovação ambiental.Para garantir a efetividade do TAC, a 1ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo específico para monitorar o cumprimento das obrigações assumidas. Também foi elaborado um controle detalhado dos prazos, que será compartilhado com o Município e com o Conselho Municipal de Meio Ambiente para acompanhamento e fiscalização das ações.Segundo a promotora de Justiça Daniela Moreira Augusto, o objetivo é solucionar de forma definitiva um problema ambiental que se arrasta há mais de uma década.“O TAC foi construído para ser efetivamente cumprido. Não se trata apenas de encerrar um processo ou de impedir o descarte de resíduos em determinado local. O encerramento de um lixão exige uma série de medidas, como a recuperação da área degradada, a mitigação dos passivos ambientais e a estruturação adequada do sistema de transbordo. Por isso, optamos por um acordo estrutural, com obrigações concretas, responsáveis definidos, prazos estabelecidos e acompanhamento permanente”, destacou.O cumprimento das obrigações será fiscalizado pelo Ministério Público, com participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente. O TAC prevê ainda a apresentação de relatórios bimestrais de acompanhamento e estabelece multa diária em caso de descumprimento injustificado, sem prejuízo da adoção das medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.Com a formalização do acordo, o MPMT busca assegurar a execução de ações concretas para o encerramento definitivo do lixão, a recuperação ambiental da área degradada e a consolidação de um sistema municipal de manejo de resíduos sólidos ambientalmente adequado, sustentável e alinhado à legislação vigente.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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