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Unidade móvel da Justiça Eleitoral atenderá eleitorado da Grande Coxipó de quinta (23) a sábado (25)

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A unidade móvel do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso vai oferecer atendimentos ao eleitorado que reside ou trabalha na região da Grande Coxipó, a partir desta quinta-feira (23). Com foco na biometria, o veículo da Justiça Eleitoral Móvel (JEM) ficará estacionado na área externa da Escola Cívico-Militar Profª Maria Dimpina Lobo Duarte, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 4.695 (sentido Centro), na entrada do bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá. Os atendimentos vão até sábado (25) e são abertos a toda a sociedade. 

Nos dias 23 e 24, o atendimento será no horário das 7h30 às 13h; e, no dia 25, das 7h30 ao meio-dia. O ônibus da Justiça Eleitoral Móvel (JEM), adesivado na cor azul, dispõe de toda a estrutura para atendimento do eleitor com conforto e comodidade. A presença da unidade móvel na unidade escolar reforça a campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE), que visa ampliar a coleta biométrica no Estado, em 2025, para, no mínimo, 98%. 

O foco do mutirão é o cadastramento biométrico, mas outros serviços também serão oferecidos, como: alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral. Toda a estrutura necessária será levada para os atendimentos, com servidores e kits biométricos, compostos por computador portátil, scanner para coleta da biometria, câmera digital, pad para assinatura e case para transporte e acomodação dos equipamentos. Os kits são padronizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

De acordo com informações da União Coxipoense de Associações de Moradores (UCAM), o bairro Chácara dos Pinheiros é um dos quase 120 bairros que integram a região da Grande Coxipó, das quais 115 comunidades são associadas à entidade. A UCAM é parceira da Justiça Eleitoral em Mato Grosso e ajudou a divulgar e convocar eleitores para o atendimento pela unidade móvel. “A gente fez a divulgação do mutirão junto às comunidades, com apoio das associações de bairros do Coxipó, conclamando a população para aproveitar a presença do ônibus da Justiça Eleitoral para fazer a biometria e recorrer a outros serviços disponíveis”, destaca o presidente da UCAM, José Maurício Pereira. 

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A diretora da Escola Cívico-Militar Profª Maria Dimpina Lobo Duarte, professora Fernanda Rosa Alves Lima, informou que parte da divulgação da campanha foi feita com mensagens enviadas por WhatsApp a pais de alunos da própria instituição. “A gente faz uma ação para que a mensagem da presença da unidade móvel chegue ao público da região, especialmente pais de alunos da nossa escola, porque entendemos que o cadastramento biométrico é uma tecnologia importante para o processo eleitoral, para que o eleitor tenha mais segurança nos seus dados e fique menos tempo na fila de votação”, afirmou a professora. 

O chefe do cartório da 55ª Zona Eleitoral, Wilhiano Souza e Silva, explica que a localização da escola é estratégica, uma vez que a Avenida Fernando Corrêa da Costa é um corredor comercial, que transformou o Coxipó em uma região populosa. “Quem passar pela Fernando Corrêa, seja de transporte coletivo ou carro particular, vai poder ver o ônibus da Justiça Eleitoral estacionado no pátio da escola. Nele, serão oferecidos todos os serviços que você encontra num cartório eleitoral”, reforça o servidor. 

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Para receber atendimento, basta levar um documento oficial com foto, que pode ser apresentado na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora já sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada. 

A região da Grande Coxipó, em Cuiabá, pertence à 55ª Zona Eleitoral, que é a maior em número de eleitores, entre as 57 existentes no Estado. Nela, há 115.014 eleitores aptos a votar, o equivalente a toda a população de Cáceres (município distante a 217 km de Cuiabá) em número de habitantes, a título de comparação. A 55ª ZE possui uma cobertura biométrica de 88,98%, ou 102.344 eleitores e eleitoras, dos quais ainda faltam fazer a biometria um eleitorado de 12.670 pessoas, o que representa 11,02%. 

Jornalista Anderson Pinho 

#PraTodosVerem – A imagem mostra a fachada de um prédio escolar de dois pavimentos, com paredes em tons de vermelho e bege. Na entrada principal, há colunas e uma cobertura simples, e na lateral destaca-se um mural colorido com rostos de pessoas sorrindo. Algumas pessoas circulam pelo local, e há sinalização de faixa de pedestres em frente ao edifício, sob um céu azul e ensolarado 

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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