MATO GROSSO
Unidades do Sistema Socioeducativo recebem câmeras do Vigia Mais MT
MATO GROSSO
Unidades do Sistema Socioeducativo, da Secretaria de Estado de Justiça, passam a ter câmeras do sistema do Vigia Mais MT, programa de videomonitoramento da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Agentes do Sistema Socioeducativo concluíram, nesta quarta-feira (19.3), uma capacitação para operar o sistema de videomonitoramento das unidades de internação e de projetos externos.
O curso de noções básicas de rede e CFTV do Socioeducativo contou com a participação de 20 agentes que fizeram a instalação de 14 câmeras fixas e duas do modelo câmeras speed dome, além da estruturação do local e a implantação e troca do equipamento de controle e armazenamento do sistema. Dois servidores do Socioeducativo com certificação em videomonitoramento instruíram a capacitação.
A secretária adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas, Lenice Silva explicou que, em Cuiabá, as câmeras do programa estão instaladas nos centros de atendimento masculino e feminino, no antigo Complexo Pomeri, e no projeto Equoterapia na Medida, no bairro Carumbé. Além disso, todas as unidades socioeducativas tem vigilância eletrônica operada pela Secretaria.
No interior do estado, as câmeras do Vigia Mais MT atendem o Centro de Socioeducativo de Barra do Garças e a próxima unidade a receber os equipamentos será a de Sinop.
As imagens do videomonitoramento são acompanhadas pela equipe do Sistema Socioeducativo e enviadas à central do programa Vigia Mais, que é coordenado pelo Ciosp, da Secretaria de Segurança Pública.
O programa foi lançado em março de 2023 e foram adquiridas 15 mil câmeras, incluindo modelos OCR, Speed Dome e fixas. O Vigia Mais MT tem como objetivo a redução de até 40% nos índices de criminalidade nos municípios participantes.
Fonte: Governo MT – MT
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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT



