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Valores e princípios restaurativos no cotidiano profissional é tema de palestra para gestores gerais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio do departamento de Planejamento e Estudos da Escola dos Servidores, realizou nesta segunda-feira (07.08), a palestra “Valores e Princípios Restaurativos no Cotidiano Profissional”, para gestores e gestoras gerais das comarcas do Estado.
 
Esta foi uma reunião “pré-evento” para apresentar o conteúdo do curso “Servidores da Paz”, que vai ocorrer de forma presencial, entre 28 de agosto e 01 de setembro, em Chapada dos Guimarães e Cuiabá.
 
O curso visa a formação de facilitadores e facilitadoras, para que os Círculos de Construção de Paz sejam implantados no ambiente das comarcas, gerando mais compreensão, empatia e comunicação entre os servidores e servidoras durante o trabalho. Também estarão aptos e aptas a auxiliar o Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) nas ações restaurativas do Poder Judiciário.
 
“A princípio serão 20 horas presenciais e 20 horas virtuais onde todos terão a oportunidade de conhecer e facilitar os círculos nas comarcas e serem parte desse movimento. Os servidores e servidoras terão a oportunidade de fazer a capacitação em três cursos diferentes para ganhar o certificado de 100 horas”, explicou a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, que também preside o NugJur, fez a abertura da reunião virtual. “Este é um momento de relevância para nós, que idealizamos e agora estamos colocando em prática, internamente, o Círculo de Paz da Justiça Restaurativa”.
 
O juiz auxiliar da presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza, coordenador do NugJur, disse que a prática do Círculo da Paz é muito potente no ambiente coletivo. “Temos uma experiência muito bonita com o público externo e queremos tê-la com o público interno”.
 
O Círculo de Construção de Paz é uma ferramenta utilizada pela Justiça Restaurativa, aplicada para a pacificação de ambientes de convivência coletiva. O conceito é realizar mudanças nas relações sociais e fortalecimento dos vínculos das relações de trabalho e convívio, a partir da comunicação, acolhimento de dificuldades comuns à maioria das pessoas.
 
De acordo com a palestrante, Katiane Boschetti da Silveira, assessora especial da presidência do TJMT, a Justiça Restaurativa nasceu na década de 1970, para cuidar de vítimas de crimes.
 
”Décadas depois, podemos ver a Justiça Restaurativa como um movimento social. Ela nada mais é do que uma roda de conversa que oportuniza que cada um de nós possa ser visto e escutado. Um convite para que troquemos as nossas lentes e vejamos nossos conflitos como oportunidades de aprendizado e transformação”.
 
“Existe a obrigação do meu trabalho, mas trabalho melhor quando me sinto acolhida, pertencente ao grupo. Eu venho trabalhar com mais vontade. Uns pelos outros. Isso são círculos de construção de paz. Por vezes a gente fala que o outro tem responsabilidade, mas eu sou parte desse ambiente também”, exemplificou a palestrante.
 
Ela pontuou que, desde 2015, a Justiça Restaurativa é presente no TJMT, mas está mais fortemente difundida na atual gestão.
 
Keitiane afirmou que o Ministério da Educação (MEC) adotou a prática de Círculos de Construção de Paz, nas escolas, depois dos trágicos episódios de violência registrados nos últimos anos. “Depois das tragédias, o MEC diz que os círculos são ferramentais para prevenir violência e conflitos na escola. Pode ser utilizado na família, nas comunidades, nas equipes de trabalho.”
 
A diretoria-geral do TJMT, Euzeni Paiva, afirmou que uma das diretrizes da atual gestão é o cuidado com as pessoas. “E o cuidado envolve o Círculo de Paz. Devemos cuidar internamente de cada um e, principalmente, cuidar uns dos outros. Quando nos transformamos como pessoa, a transformação reverbera em todas as áreas da nossa vida. Peço como colega, que façam um esforço para que venham ao encontro do dia 28”.
 
Ela explicou que os gestores e gestoras vão indicar outros servidores de sua comarca para se vincularem ao movimento, disseminando a Justiça Restaurativa e o Círculo de Paz.
 
Márcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta sexta-feira (9)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.

As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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