MATO GROSSO
Vítima carbonizada é identificada por meio de técnicas avançadas de papiloscopia
MATO GROSSO
A Gerência Regional da Politec de Água Boa conseguiu recuperar um fragmento de impressão digital e identificar uma vítima que teve o corpo carbonizado após um acidente com a motocicleta que pilotava. Juarez Mendes de Oliveira, morador de Campinápolis, foi identificado pela papiloscopia, sem a necessidade de exame de DNA.
O acidente ocorreu no dia 4 de outubro, na MT-251, a cerca de um quilômetro da BR-158, trevo de acesso a Campinápolis.
O papiloscopista Fabrício Tarso, responsável pela identificação, contou que devido à gravidade do acidente, foi necessário a realização de um tratamento prévio nos dedos das mãos da vítima que estavam muito danificados pela ação do fogo. O profissional aplicou o método técnico-científico através de maceração química, e posterior rebatimento da pele (processo de separação da pele do tecido subcutâneo).
“Devido às condições estruturais dos dedos após a carbonização, fez-se necessário um tratamento prévio com ácido acético, no qual as falanges dos dedos ficaram submersos por 48 horas, sendo monitorado durante todo esse tempo. Passado as 48 horas, em decorrência do processo de maceração, recolheu-se um fragmento de epiderme. Através deste processo, obteve-se datilograma com nitidez e qualidade suficientes para o confronto necropapiloscópico.”
Após a obtenção do fragmento de impressão digital com condições para análise, foi necessária a realização da utilização de um software de processamento de imagens para a realização do confronto papiloscópico da imagem gerada com a imagem da impressão digital do prontuário civil da carteira de identidade da vítima. Com isso, ele conseguiu obter o desenho das impressões digitais pela parte interna do tecido, já que a face externa encontrava-se carbonizada.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
Benefícios ambientais e econômicos
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Fonte: Governo MT – MT
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