POLITÍCA NACIONAL
Pará elege Helder e Chicão para o Senado
POLITÍCA NACIONAL
Os eleitores do Pará elegeram o ex-governador do estado Helder Barbalho (MDB) e o atual deputado estadual Chicão (União) como senadores neste domingo (4). Eles terão mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.
Helder Barbalho nasceu em 1979, em Belém, e iniciou sua carreira política em 2000, ao ocupar o cargo de vereador do município de Ananindeua (PA). Governou o estado por dois mandatos consecutivos — de 2019 até abril de 2026, quando se afastou para concorrer ao Senado.
Seus suplentes são o atual senador Jader Barbalho (MDB) e Samuel Câmara (Republicanos).
Francisco das Chagas Silva Melo Filho, conhecido como Chicão, nasceu em Cruzeiro do Sul (AC), em 1961. Formou-se em direito e foi eleito pela primeira vez em 1992, para o cargo de vereador do município Ananindeua (PA), onde também foi vice-prefeito em 2005.
Elegeu-se deputado estadual em 2006 e desde então mantém-se na Assembleia Legislativa do Pará. Foi eleito presidente da Casa em 2021, cargo que ocupa até hoje.
Ele terá como suplentes o advogado Joel Lobato (MDB) e Pastor Ibanês (União).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Doze mulheres são eleitas para o Senado
Os brasileiros elegeram neste domingo (4) 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.

Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços do Senado, sete mulheres foram eleitas.
Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027 (considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato). Se esse número se confirmar, elas representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.
O pleito deste ano também estabeleceu outro marco, com a vitória de duas mulheres no Distrito Federal. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas mulheres para o Senado na mesma eleição.
As 12 eleitas iniciarão seus mandatos no Senado em fevereiro de 2027. Veja quem são elas:
Novas senadoras
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| UF | Eleita(s) |
| AC | Mara Rocha (Republicanos) |
| AL | Marina JHC (PSDB) |
| AP | Rayssa Furlan (Podemos) |
| CE | Luizianne (Rede) |
| DF | Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL) |
| GO | Gracinha Caiado (União) |
| MG | Marília Campos (PT) |
| PE | Marília Arraes (PDT) |
| RN | Samanda de Lula (PT) |
| RR | Teresa Surita (MDB) |
| SC | Carol de Toni (PL) |
Além das eleitas neste domingo, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.
Nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo. Em 2027, deixarão a atual composição da bancada Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP), além de Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC).
Dupla feminina
A presença simultânea de duas mulheres na bancada de uma mesma unidade da Federação não é novidade no Senado. O primeiro caso ocorreu no Amazonas, em 2015, quando Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleita em 2010, passou a dividir a representação do estado com Sandra Braga (MDB), primeira suplente de Eduardo Braga (MDB), que assumiu o mandato durante a licença do titular para comandar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2019, Mato Grosso do Sul também passou a ter duas senadoras entre seus três representantes, com Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSB). Naquele momento, era a única unidade da Federação com maioria feminina na bancada.
Em 2023, o Distrito Federal e o Maranhão se juntaram a esse grupo, ao passarem também a contar com duas mulheres simultaneamente no Senado.
Presença nos estados
O resultado de 2026 modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado. Com a eleição de Rayssa Furlan, a primeira senadora pelo Amapá, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para a Casa.

A eleição ocorreu em um ano de crescimento do número de candidaturas femininas ao Senado. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registravam 70 mulheres na disputa, o equivalente a 21,94% das candidaturas ao cargo. Em números absolutos, era o maior total das três últimas eleições: foram 58 candidatas em 2022 e 63 em 2018.
A presença feminina na Casa, no entanto, não depende apenas do resultado das urnas. A composição da bancada pode mudar ao longo da legislatura com a posse de suplentes. Em 2023, por exemplo, a previsão inicial era de 11 senadoras, mas o número chegou a 15 com a posse de quatro suplentes de parlamentares nomeados ministros.
Considerando também as suplentes que exerceram o mandato, todas as unidades da Federação já tiveram mulheres no Senado. A primeira foi Eunice Michiles, que assumiu como suplente em 1979. As primeiras mulheres eleitas diretamente para a Casa foram Júnia Marise (MG) e Marluce Pinto (RR), em 1990.
Série histórica
A presença de mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora com oscilações. No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a 5 em 1995, 10 em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, alcançou 16, o maior patamar da série histórica até agora.
Bancada Feminina ano a ano |
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Obs.: Número representa o início da sessão legislativa, conforme oficializado no Relatório da Presidência, e inclui todas as senadoras em exercício, não apenas as que foram eleitas como titulares (ou seja, inclui suplentes também) |
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Ano |
Bancada |
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1980 |
1 |
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1981 |
1 |
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1982 |
2 |
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1983 |
1 |
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1984 |
1 |
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1985 |
1 |
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1986 |
1 |
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1987 |
0 |
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1988 |
0 |
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1989 |
0 |
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1990 |
0 |
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1991 |
2 |
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1992 |
2 |
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1993 |
3 |
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1994 |
3 |
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1995 |
5 |
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1996 |
5 |
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1997 |
6 |
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1998 |
6 |
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1999 |
6 |
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2000 |
6 |
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2001 |
5 |
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2002 |
5 |
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2003 |
9 |
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2004 |
9 |
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2005 |
9 |
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2006 |
9 |
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2007 |
10 |
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2008 |
10 |
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2009 |
11 |
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2010 |
10 |
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2011 |
12 |
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2012 |
10 |
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2013 |
8 |
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2014 |
9 |
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2015 |
14 |
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2016 |
12 |
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2017 |
13 |
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2018 |
13 |
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2019 |
12 |
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2020 |
11 |
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2021 |
12 |
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2022 |
13 |
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2023 |
11 |
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2024 |
14 |
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2025 |
13 |
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2026 |
16 |
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2027 |
18 (projeção) |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado



