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Polícia Civil cumpre 55 ordens judiciais contra grupo criminoso envolvido com tráfico de drogas em Tangará da Serra

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7.10), a Operação Nomad, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado pelos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes, associação para o tráfico e organização criminosa. Os suspeitos atuavam em Tangará da Serra e região.

Na operação, são cumpridas 55 ordens judiciais, sendo 13 mandados de prisão preventiva, 13 de busca e apreensão, 21 afastamentos de sigilo telefônico e telemático e oito bloqueios e indisponibilidade de contas e valores. As ordens foram deferidas pela Justiça com base em investigações da Delegacia de Tangará da Serra.

Os mandados são cumpridos simultaneamente em Tangará da Serra e Cuiabá, em Mato Grosso, além de Goiânia (GO), mobilizando mais de 40 policiais. Dois flagrantes foram registrados durante o cumprimento das ordens judiciais.

A operação é resultado de uma investigação que identificou a atuação estruturada do grupo criminoso e sua dinâmica de constante movimentação entre diferentes imóveis, moradias transitórias, esconderijos e pontos de apoio, utilizados como estratégia para dificultar o monitoramento policial e a localização dos investigados.

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A Justiça também autorizou a realização de buscas em caráter itinerante, diante da constante alteração dos locais utilizados pelos investigados, permitindo às equipes policiais o cumprimento das diligências nos imóveis e pontos de apoio vinculados aos alvos, observadas as condições estabelecidas judicialmente.

As prisões e buscas têm como finalidade o cumprimento das determinações judiciais, a apreensão de elementos que podem reforçar a investigação e o aprofundamento das apurações relacionadas à estrutura criminosa investigada.

Nome da operação

A denominação “Nomad” faz referência à característica identificada durante as investigações: a constante mobilidade dos investigados, que alternavam entre diferentes imóveis e pontos de apoio para dificultar a atuação policial. A decisão judicial reconheceu expressamente essa dinâmica e autorizou buscas de caráter itinerante.

A operação integra o trabalho permanente de investigação da Delegacia de Tangará da Serra no enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções criminosas, atuando de forma integrada para identificar, localizar e responsabilizar os envolvidos.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil prende mulher investigada por vender sua conta para receber dinheiro de golpes

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (7.10), em Várzea Grande, uma mulher de 23 anos, suspeita de ter cedido sua conta bancária para receber valores obtidos mediante fraude aplicada contra um idoso no município de Macapá (AP).

As investigações tiveram início após a vítima, um homem de 61 anos, procurar a Polícia Civil do Amapá para registrar um boletim de ocorrência e informar que foi induzida a efetuar um Pix de R$ 14 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social, negócio que se revelou fraudulento.

Como o valor foi transferido para a conta bancária em nome de uma mulher moradora de Várzea Grande, a Polícia Civil do Amapá entrou em contato com a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso, que encaminhou o caso para a Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande.

A partir de investigações e diligências contínuas e ininterruptas, as equipes conseguiram localizar a suspeita e efetuar a prisão em flagrante nesta quarta-feira, no bairro Jardim dos Estados.

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Em depoimento, ela confessou ter vendido os dados da própria conta bancária por R$ 400 a um indivíduo que anunciava, em seu perfil no Instagram, a compra de contas bancárias de terceiros.

A conduta está tipificada no artigo 171, § 2º-A, inciso VII, do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, gratuita ou onerosamente, conta bancária para que nela transitem recursos destinados ao financiamento de atividade criminosa ou dela provenientes.

A suspeita não teve fiança arbitrada e aguarda a realização da audiência de custódia.

O delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, reforçou que a venda ou cessão de contas bancárias a terceiros para receber valores ilícitos é crime. “Você pode se tornar investigado por fraudes das quais sequer participou diretamente, mesmo sem intenção de lesar a vítima final”, afirmou o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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